<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-202388031736539099</id><updated>2011-11-06T09:03:10.851-08:00</updated><category term='relatos'/><category term='violência'/><category term='entrevistas'/><title type='text'>Boca de Rua</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rede Boca de Rua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01965738560574528696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202388031736539099.post-4756405259628247274</id><published>2008-12-09T17:04:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T17:07:11.669-08:00</updated><title type='text'>Arbitrariedade da Brigada Militar em relação aos moradores de rua</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Denúncia recebida do Conselho Municipal de Assistência Social em novembro de 2008:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Conselho Municipal de Assistência Social de Porto Alegre - CMAS/POA constatou, no dia  12 de novembro, que continuam as detenções irregulares de moradores de rua, conforme já havia sido denunciado no início do mês de outubro passado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje as 12:40 h. a Assessoria do CMAS/POA verificou que cinco moradores de rua encontravam-se detidos no quartel do 1º BPM, obrigados a ficar sentados em bancos de madeira, no pátio frontal do Batalhão, na Av. Praia de Belas, onde um Policial Militar anotava em uma planilha os dados dos detidos. Estes cidadãos detidos são expostos a uma situação vexatória, com a condução em camburão até o 1º BPM, exposição pública e sem qualquer acusação formal, apenas pelo fato de serem moradores de rua. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A denúncia anterior do CMAS/POA levou a uma Audiência Pública na Comissão de Defesa do Consumidor e de Direitos Humanos da Câmara Municipal, onde a Brigada Militar negou haver irregularidade nas detenções realizadas e dizia não ser possível “abrir procedimento interno de averiguação” se a denúncia não contivesse os nomes dos detidos. Nesta audiência, representantes dos moradores de rua ampliaram as denúncias, relatando casos de agressões gratuitas a moradores de rua e até mesmo casos de desaparecimento de pessoas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A primeira denúncia do CMAS/POA, na ocasião, foi encaminhada ao Ministério Público Eleitoral, uma vez que se encontrava em período pré-eleitoral, quando é proibida a prisão de eleitores. Entretanto o Conselho não recebeu, até o momento, qualquer retorno quanto às providências tomadas. A denúncia também foi feita à OAB, Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa e outros órgãos, também sem qualquer retorno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O CMAS/POA encaminhou esta denúncia, novamente, aos órgãos competentes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202388031736539099-4756405259628247274?l=bocaderuanainternet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/feeds/4756405259628247274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202388031736539099&amp;postID=4756405259628247274' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/4756405259628247274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/4756405259628247274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/2008/12/arbitrariedade-da-brigada-militar-em.html' title='Arbitrariedade da Brigada Militar em relação aos moradores de rua'/><author><name>Rede Boca de Rua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01965738560574528696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202388031736539099.post-6887438884066204809</id><published>2008-11-14T07:08:00.000-08:00</published><updated>2008-11-14T07:32:16.206-08:00</updated><title type='text'>Boca e Boquinha na Feira do Livro nesse sábado</title><content type='html'>Mesmo em cima do laço, vale o aviso: nesse sábado (15/11), a partir das 14h, vai rolar um espaço espacial do Boca de Rua na Feira do Livro de Porto Alegre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;:: 14h Apresentação do projeto Boquinha&lt;br /&gt;:: 15h Boca de Rua e lançamento do DVD da oficina de vídeo&lt;br /&gt;Na Sala do Pensamento, Armazén A do Cais do Porto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da exposição de fotos Dupla Face, haverá jornais antigos, o livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Histórias de Mim&lt;/span&gt; e o lançamento do material gerado na oficina de vídeo ministrada pelo &lt;a href="http://coletivocatarse.blogspot.com/"&gt;coletivo Catarse&lt;/a&gt; com a gurizada do Boca – abaixo, imagem da capa do dvd, que inclui três filmes: um curta de ficção (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A História Perdida dos Meninos da Rua&lt;/span&gt;), um exercício de câmera (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Wilson que filmou Maneco que filmou Paulo que filmou Barbie que filmou Mc Dom que filmou Gilmar que filmou Chinesa que filmou Diego que filmou geral&lt;/span&gt;) e um pequeno documentário sobre as oficinas (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não Perca as Esperanças&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SR2Y_HlgZXI/AAAAAAAAABw/3hbdE9jrMCQ/s1600-h/boca-capa-dvd.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 278px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SR2Y_HlgZXI/AAAAAAAAABw/3hbdE9jrMCQ/s400/boca-capa-dvd.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268535349228889458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curta de ficção, aliás, já está no youtube. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=qOHS8YpXBV4&amp;eurl=http://coletivocatarse.blogspot.com/"&gt;Clica aqui para conferir &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A História Perdida dos Meninos da Rua&lt;/span&gt;, com roteiro, produção e direção dos próprios oficinandos, e edição da Catarse.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202388031736539099-6887438884066204809?l=bocaderuanainternet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/feeds/6887438884066204809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202388031736539099&amp;postID=6887438884066204809' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/6887438884066204809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/6887438884066204809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/2008/11/boca-e-boquinha-na-feira-do-livro-nesse.html' title='Boca e Boquinha na Feira do Livro nesse sábado'/><author><name>Rede Boca de Rua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01965738560574528696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SR2Y_HlgZXI/AAAAAAAAABw/3hbdE9jrMCQ/s72-c/boca-capa-dvd.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202388031736539099.post-5616192074776008799</id><published>2008-10-30T15:18:00.000-07:00</published><updated>2008-10-30T15:19:01.405-07:00</updated><title type='text'>Exposição do Boca de Rua na Feira do Livro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SQoxnTlm24I/AAAAAAAAABo/1f1geAdKtr4/s1600-h/duplaface.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SQoxnTlm24I/AAAAAAAAABo/1f1geAdKtr4/s400/duplaface.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263073665878514562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Boca de Rua fotografa&lt;br /&gt;as duas faces da capital&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Exposição estará na Feira do Livro, de 31/10 a 6/11&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Integrantes do Jornal Boca de Rua são os autores das 30 fotos que compõe a exposição Dupla Face da Rua, que poderá ser vista pelos freqüentadores da Feira do Livro, de 31 de outubro a 6 de novembro, das 9 às 21 horas, no hall da Casa do Pensamento (armazém A do Cais do Porto, área Infanto-Juvenil). O trabalho apresenta a face pobre e a face nobre da cidade e é resultado de uma oficina realizada pelos fotógrafos Luiz Abreu, Paulino Menezes e Eduardo Seidl, através da Agência Livre para Informação, Cidadania e Educação em parceria com o Grupo de Apoio à Prevenção da Aids (Gapa) e a Fundação Calábria, contando, ainda, como a apoio da Process Laboratório Cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fotógrafos: Adriano (Mc Dom), Alexsandro (Bocão), Gilmar, José Nedir (Ceco), Marko (Chineza) e Paulo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202388031736539099-5616192074776008799?l=bocaderuanainternet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/feeds/5616192074776008799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202388031736539099&amp;postID=5616192074776008799' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/5616192074776008799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/5616192074776008799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/2008/10/exposio-do-boca-de-rua-na-feira-do.html' title='Exposição do Boca de Rua na Feira do Livro'/><author><name>Rede Boca de Rua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01965738560574528696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SQoxnTlm24I/AAAAAAAAABo/1f1geAdKtr4/s72-c/duplaface.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202388031736539099.post-1292187495787401791</id><published>2008-10-22T07:33:00.000-07:00</published><updated>2008-10-22T09:22:20.386-07:00</updated><title type='text'>Boca pergunta aos candidatos à prefeitura de Porto Alegre</title><content type='html'>Os integrantes do Boca de Rua elaboraram nove perguntas aos candidatos à prefeitura de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB) e Maria do Rosário (PT). As perguntas foram encaminhadas às assessorias das candidaturas no dia 10 de outubro, às 16h30min. A assessoria da candidata Maria do Rosário enviou as respostas no dia 18, às 20h30min. Avisamos, então, a assessoria do candidato José Fogaça que, se não recebêssemos suas respostas, teríamos que publicar somente a entrevista de Maria do Rosário. Até o momento, não recebemos retorno da assessoria de Fogaça, portanto, seguem abaixo as respostas da candidata Maria do Rosário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Moradores de Rua perguntam à Maria do Rosário:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;O que você fará pelos moradores de rua de Porto Alegre, caso seja eleita prefeita?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vamos trabalhar políticas de redução da pobreza integradas às ações de assistência social, educação, saúde e geração de renda. Também vamos abrir Centros de Apoio Psicossocial (CAPS) para atender quem quer se livrar das drogas, como o crack, e para os portadores de sofrimento psíquico, garantindo apoio também às suas famílias. As escolas públicas municipais serão abertas à noite com cursos profissionalizantes para dar chances de trabalho às pessoas que hoje têm dificuldades de arrumar emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Qual você acha a melhor política de atendimento relativo à moradia: construir casas ou aumentar o número de albergues?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A possibilidade de uma moradia própria, sem dúvida, é a melhor opção no sentido de garantir ao cidadão a sua autonomia. Por isso, o nosso programa de governo tem propostas sólidas para a política habitacional e para a regularização fundiária, como a retomada do Programa Urbanizador Social, em que a prefeitura se articula com a iniciativa privada para a construção de loteamentos populares regulares a baixo custo. A albergagem é uma política necessária, mas não pode ser confundida com moradia, que é aquele lugar que cada um pode chamar de casa. Até mesmo a rua pode ser chamada de casa por quem nela mora, mas não um albergue, que é um local em que as pessoas vão por absoluta necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A violência contra moradores de rua, inclusive por parte da BM, Polícia Civil e Guarda Municipal aumentou nos últimos anos. O que você fará sobre isso, se for eleita?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os moradores de rua são cidadãos e merecem respeito, não podem ser tratados com violência e truculência. O que deve ser combatido com firmeza é a criminalidade, por isso não se justifica a agressão contra os moradores de rua. Vamos investir em formação e qualificação profissional dos agentes de segurança sob responsabilidade do município para que a atuação seja cada vez mais responsável e adequada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não há na prefeitura políticas para organizar cooperativas de trabalho para moradores de rua. Você tem proposta para isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Certamente. Foi nos governos da Frente Popular que criamos o RAP (Programa de Reinserção na Atividade Produtiva), que todos os moradores de rua de Porto Alegre conhecem. Queremos retomar este programa, que foi abandonado pelo governo Fogaça, para que as pessoas que vivem nas ruas possam ter o orgulho de prover o sustento com o suor do próprio trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sobre saúde: a população de rua precisa de melhor atendimento, especialmente à noite. Você tem proposta para isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sim. Fogaça prometeu abrir mais postos de saúde à noite e não fez nenhum. Se nós vencermos a eleição, vamos levar adiante esta proposta e abrir mais postos de saúde à noite para toda a população. E, como não aceitamos qualquer tipo de discriminação com quem mora na rua, estes postos também estarão abertos aos moradores de rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como vai ficar a questão dos guardadores de carro na sua gestão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A questão dos guardadores é conseqüência do desemprego e deve ser tratada em várias frentes. Porto Alegre precisa se inserir na boa onda de crescimento econômico promovida pelas políticas de desenvolvimento do Governo Lula. Com a criação de um ambiente de inovação tecnológica, o fomento ao pólo de produção em saúde, a municipalização do Porto, a abertura da Agência de Desenvolvimento Metropolitano, conjugadas com as Escolas Técnicas e a Educação de Jovens e Adultos, nossa cidade terá empregos e oportunidades de qualificação não só para os guardadores, mas também para carroceiros e carrinheiros. Vamos cumprir a lei que já existe e registrar os guardadores de carros no sindicato da categoria, garantindo que a população usuária de automóvel passe a ver a atividade com mais respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como você vai resolver o problema da Casa de Convivência I, um importante espaço para os moradores de rua, que corre o risco de fechar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não só na Casa de Convivência I, mas em toda a rede assistencial da cidade, vamos retomar as boas práticas da Frente Popular, investindo os recursos necessários à manutenção digna das atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para fazer a revitalização do espaço do centro será necessário lidar com os moradores de rua que ficam ali. Você tem projeto para incluir essas pessoas em vez de removê-las?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Garantir dignidade às pessoas é um dos conceitos chave de nossa gestão. Por isso, entendemos que qualquer ação de impacto estrutural deve vir acompanhada de políticas públicas capazes de dar conta das demandas sociais. No caso da revitalização do Centro, é preciso buscar soluções de inclusão efetiva dos moradores de rua, pois a remoção das pessoas dali, além de agredir a dignidade humana, é uma medida meramente paliativa. Nosso programa de governo prevê a oportunização de cursos profissionalizantes e geração de renda, além da criação de cooperativas de trabalhadores, como alternativas para incentivar a inclusão de grupos como os moradores de rua. Os próprios moradores serão incluídos nas estratégias de revitalização do Centro, podendo trabalhar com a limpeza das vias, a jardinagem dos canteiros e praças e até mesmo como guias turísticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Foi realizado um censo sobre a população de rua, no início do ano, com a promessa de constituir políticas públicas para essa população. Até agora não vimos nada ser feito. Se vocês for eleita, o que fará?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa realizada pela UFRGS indica que aumentou o número de crianças de zero a seis anos nas ruas, de 8% para 20%. E, infelizmente, o número de crianças maiores de seis anos só não cresceu porque muitas delas morreram vítimas do crack. Por isso, a atitude de nossa gestão em relação às crianças será imediata, no sentido de localizar a família e iniciar o acompanhamento para que seja retomado o vínculo, se não com o pai ou a mãe, com uma avó, tia, tio ou familiar que se responsabilize. Caso a pessoa em situação de rua seja adulta, além do auxílio psicológico, quando necessário, será providenciado o encaminhamento para programas de qualificação profissional e moradia, pois a melhor forma de dar condições à população de rua é oportunizando casa e emprego. A questão do HIV/AIDS também nos preocupa muito, pois não há políticas adequadas hoje para tratar das pessoas soropositivas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202388031736539099-1292187495787401791?l=bocaderuanainternet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/feeds/1292187495787401791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202388031736539099&amp;postID=1292187495787401791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/1292187495787401791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/1292187495787401791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/2008/10/boca-pergunta-aos-candidatos-prefeitura.html' title='Boca pergunta aos candidatos à prefeitura de Porto Alegre'/><author><name>Rede Boca de Rua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01965738560574528696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202388031736539099.post-1981509761288295896</id><published>2008-10-22T07:32:00.000-07:00</published><updated>2008-10-22T07:33:09.234-07:00</updated><title type='text'>“Se o Boca não existisse teríamos que criá-lo”</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;[Conteúdo adicional à 30ª edição do Boca de Rua, que já está à venda pelos integrantes do grupo]&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Entrevista com Clarice Fátima Dal Medico, Coordenadora Estadual da Pastoral Operária.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;Como surgiu a idéia de criar o Grito dos Excluídos? (Como e porquê ele foi criado)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O Nascimento:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Grito nasceu de duas fontes distintas, mas, complementares. De um lado, teve origem no Setor Pastoral Social da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), como uma forma de dar continuidade à reflexão da Campanha da Fraternidade de 1995, cujo lema - Eras tu, Senhor - abordava o tema Fraternidade e Excluídos.De outro lado, brotou da necessidade de concretizar os debates da 2ª Semana Social Brasileira, realizada nos anos de 1993 e 1994, com o tema Brasil, alternativas e protagonistas. Ou seja, o Grito é promovido pela Pastoral Social da Igreja Católica, mas, desde o início, conta com numerosos parceiros ligados às demais Igrejas do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), aos movimentos sociais, entidades e organizações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Por que nasceu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O pressuposto básico do Grito é o contexto de aprofundamento do modelo neoliberal como resposta à crise generalizada a partir dos anos 70 e que se agrava nas décadas seguintes. A economia capitalista globalizada, a precarização das relações de trabalho e a guerra por novos mercados geram massas excluídas por todo o mundo, especialmente nos países periféricos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Os movimentos sociais reagem. No Brasil, as Igrejas cristãs juntamente com outros parceiros promovem na década de 90 as Semanas Sociais. Cresce a consciência das causas e efeitos da exclusão social, como o desemprego, a miséria e a violência, entre outros. O fruto amadurece e nasce o Grito dos Excluídos. Trata-se de uma forma criativa de levar às ruas, praças e campos o protesto contra esse estado de coisas. Os diversos atores sociais se dão conta de que é necessário e urgente dar visibilidade sócio-política à indignação que fermenta nos porões da sociedade, os excluídos/as.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Existe uma edição que vocês preferem destacar? Por quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Não há uma edição em específico que eu destacaria mas, sim uma apresentação a partir de bloco. São três fases bastante importante no decorrer dos anos. A primeira fase inclui os seguintes lemas: A vida em primeiro lugar (1995); Trabalho e terra para viver (1996); Queremos justiça e dignidade (1997). As três frases agrupam-se em torno de um pano de fundo mais ou menos determinado, que é a defesa da vida e dos direitos humanos. O direito ao trabalho e à terra apontam para uma vida com justiça e dignidade. O segundo grupo de lemas, correspondente à segunda fase, inclui: Aqui é meu país (1998); Brasil: um filho teu não foge à luta (1999); Progresso e vida, pátria sem dívidas (2000); Por amor a essa pátria Brasil (2001). Transparece nestes quatro anos uma temática que, nesse mesmo período, tornou-se cara aos movimentos sociais e entidades da sociedade civil organizada: o debate em torno de um Projeto Popular para o Brasil. Não podemos esquecer, também, que foi durante esta fase, em 1999, que o Grito ultrapassou as fronteiras do país. Surge El Grito Continental de los Excluídos/as, Por trabajo, justicia y vida, abertura que nos introduz na terceira fase. O terceiro agrupamento: Soberania não se negocia (2002); Tirem as mãos… o Brasil é nosso chão (2003); Brasil: mudança pra valer o povo faz acontecer (2004); Brasil Em Nossas Mãos a Mudança (2005); Brasil: na força da indignação sementes de transformação (2006); Isto não VALE! Queremos participação no destino da nação (2007); Vida em primeiro Lugar. Direitos e participação popular. (2008). O conceito de soberania pressupõe relações internacionais, em que cada país procura manter sua postura de país livre e autônomo. È preciso defender as riquezas naturais do Brasil e a vida dos brasileiros e brasileiras dos ataques de um neoliberalismo cada vez mais exacerbado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;O que é uma Pastoral Operária?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Para explicar o que a Pastoral Operária, parto do que são as Pastorais Sociais: São a presença solidária da Igreja junto às pessoas e situações onde a dignidade e a vida são negadas ou ameaçadas. Seguindo o caminho de Jesus Cristo expressam o amor preferencial de Deus pelos mais humildes e pobres. A PO é parte integrante das Pastorais Sociais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A Pastoral Operária está a serviço da classe trabalhadora e é composta por trabalhadores e trabalhadoras. È um serviço da Igreja no meio dos trabalhadores e trabalhadoras. È um espaço para a reflexão da vida por isso quer: Contribuir na construção de uma sociedade justa e fraterna, lutando pela primazia do trabalho sobre o capital, rompendo com o sistema capitalista, construindo uma nova cultura do trabalho como fonte de realização da pessoa humana em todas as suas dimensões na vivência do Reino de Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Tem muitas Pastorais Operárias em Porto e no RS?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A Pastoral Operária é uma pastoral com organização nacional, inicio na Região Sudeste do Brasil em meados dos anos 70. Já no início da década de 80 a luta da PO se amplia por todo o Brasil e é nesse período que também se organiza aqui no RS. Temos uma organização Nacional, Estadual e Regional a qual denominamos POs Diocesanas. Sendo assim a uma só PO com uma organização Nacional que parte dos grupos de base, grupos de geração, grupos de apoio, atuação comunitária e seguindo as instancias chega ao Nacional com sede em São Paulo. Aqui no RS nossa secretaria estadual fica na Av. Cristóvão Colombo, 149 - POA. São muitas as ações que desenvolvemos aqui no RS. Destacamos que a PO é uma organização que desenvolve seus trabalhos de forma ecumênica e inter-religiosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Por que a pastoral não organiza também a Marcha dos Sem?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A Pastoral Operária sempre esteve presente na organização da Marcha dos Sem, porém quem é a responsável de “puxar” a atividade é a CUT, os sindicatos, isso não quer dizer que nós estamos de fora apenas metodologicamente a CUT chama os parceiros para organizar a atividade que é pensada de forma coletiva. A Marcha é uma atividade importante de resistência aqui no Estado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Qual a diferença da pastoral operária para a CUT?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Na sua essência as duas organizações estão a serviço da classe trabalhadora e defende os direitos dos trabalhadores. A diferença que não nos torna desigual é que: A CUT se organiza na esfera sindical e a Pastoral Operária na esfera eclesial partindo da mística da libertação, do Ensino Social da Igreja e dos Evangelhos. Muitos agentes da Pastoral Operária foram fundadores da CUT.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Quais os movimentos que participaram de todas as edições do Grito dos Excluídos?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O conjunto das Pastorais Sociais, o MST, os sindicatos combativos, a CUT, as Igrejas, Movimento dos Catadores, Comunidades Eclesial de Base. O MTD dês do seu nascimento (2000) participou de todas as edições do Grito. Em fim são muitos os movimentos que sempre estão presente nas edições do Grito dos Excluídos. Sito alguns tendo presente a sua pergunta que é “todas as edições”. Os moradores de rua também já participaram muitas vezes. Alguns partidos políticos identificados com a luta dos trabalhadores também tem participado, não tanto do processo preparatório mas no dia da atividade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Sempre rolou muita repressão da Brigada nas edições do Grito. Por quê?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A Brigada Militar sempre este presente nas atividades, teve momentos de muita tensão, aonde já botou seus cavalos encima das pessoas, “baixou o pau”, reprimiu. Em alguns momentos trancou as ruas não deixando passar, em outros momentos trancou a rua para inibir e depois liberou em fim podemos dizer que a repressão é algo constante das edições do Grito dos Excluídos. Teve o período em que o Olívio Dutra foi governador e a polícia não atrapalhou em nada, muito menos usou da força, foram 4 anos de convivência pacífica de uma “Boa Luta”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Você pergunta por quê: Na verdade a burguesia quer fazer do sete de setembro uma data comemorativa da independência então, tem que usar a polícia para impedir que os grupos organizados denunciem o problema da exclusão que o sistema capitalista gera. (tive a oportunidade de escrever um texto intitulado “o Grito dos Empobrecidos” , vou te mandar, retrata bem esse fato).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;O que você está achando do governo Lula? Ele está cumprindo o que prometeu aos movimentos sociais quando foi eleito?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;É um caso bem complicado, simbolicamente o Lula vem da classe trabalhadora foi metalúrgico isso incomoda a burguesia que sempre teve seus representantes no mais alto cargo da nação. Fazendo uma reflexão sobre esse fato eu acho positivo o governo Lula. No campo econômico o governo Lula privilegia o grande capital, isso é negativo gera concentração e pobreza ao mesmo tempo. Poderíamos citar outras mazelas do governo que de certa forma frustra as organizações e deixa de lado compromissos assumidos na campanha. Por outro lado há avanços em alguns campos que se fosse outro governo da direita não teria acontecido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eu esperava mais do governo Lula mas ao mesmo tempo sei que a estrutura do Estado é burguesa, não é do povo, não foi criado para garantir direitos ao povo então, não devemos mudar a estrutura de Estado. É preciso algo novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;O que vai melhorar na vida do morador de rua se ele começar a participar destas manifestações?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Vivendo em uma sociedade que quer esconder os problemas sociais. Se o mercado tem o direito de dobrar as autoridades políticas com seu “nervosismo”, os setores marginalizados da população também podem e devem tornar pública sua condição de excluídos. Os moradores de rua são Pessoas Humanas portadora de direitos e é assim que deve ser tratados não apenas como números nas pesquisas. Para ser vistos tem que mostrar “a cara” , as atividades de manifestação publica como o Grito dos Excluídos , a Marcha dos Sem são momentos de manifestação popular, espaço para somar forças defendendo a VIDA.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Acredito que todos e todas que se sentem explorados pelo sistema capitalista têm a obrigação de lutar por seus direitos. As manifestações públicas são espaços legítimos de denuncia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Como projetos como o Boca de Rua podem ajudar a combater a criminalização dos movimentos sociais pela grande mídia?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Muitos espaços de mídia que são concessões publicas, tornaram-se empresas capitalistas e agem dentro da lógica do capital. Aqui no RS vivemos e vemos esse fato, essa mídia presta um desserviço ao povo, pois sempre defende o mais forte em detrimento do menos favorecido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O Jornal Boca de Rua é uma benção na nossa linguagem pastoral. È um espaço alternativo, democrático e vem da realidade de um segmento social. O Boca é um instrumento de combate a criminalização, ele não apenas ajuda mas ele mesmo combate. È um jornal popular, precisamos divulgar mais esses espaços sã canais de extrema importância para a organização popular. O Boca mostra que o morador de é GENTE, que luta pelo seu espaço, que tem alegrias e lutas concretas no seu dia-a-dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Parabéns aos Trabalhadores e Trabalhadoras que faze o Boca de Rua um canal de comunicação muito importante. “Se o Boca não existisse teríamos que criá-lo”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202388031736539099-1981509761288295896?l=bocaderuanainternet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/feeds/1981509761288295896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202388031736539099&amp;postID=1981509761288295896' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/1981509761288295896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/1981509761288295896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/2008/10/se-o-boca-no-existisse-teramos-que-cri.html' title='“Se o Boca não existisse teríamos que criá-lo”'/><author><name>Rede Boca de Rua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01965738560574528696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202388031736539099.post-1615783563168036642</id><published>2008-10-22T07:06:00.000-07:00</published><updated>2008-10-22T07:31:05.290-07:00</updated><title type='text'>“Participar de manifestações é uma ação de identificação do que nos une”</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;[Conteúdo adicional à 30ª edição do Boca de Rua, que já está à venda pelos integrantes do grupo]&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Entrevista com Celso Woyciechowski, Presidente no Rio Grande do Sul da CUT.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Como surgiu a idéia de criar a Marcha dos Sem?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A primeira Marcha dos Sem aconteceu em 1996, reunindo milhares de pessoas numa grande caminhada pela região metropolitana de Porto Alegre. Mas a Marcha dos Sem começou a ser gestada já na Plenária dos Trabalhadores do RS, em 25 de julho de 1995, onde se reuniram 350 líderes de diversos sindicatos filiados e próximos à CUT. Deste encontro saiu a idéia da 1ª Conferência Unitária dos Trabalhadores Gaúchos, que foi realizada em 16 de setembro de 1996 e foi esta conferência que convocou a Marcha sobre Porto Alegre que se realizou em 28 de novembro de 1996.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A marcha ocorre anualmente no estado do Rio Grande do Sul, geralmente em Porto Alegre , com paradas para realização de protestos, denúncias, entrega de reivindicações e de propostas alternativas de modelo de desenvolvimento às instituições públicas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Em 16 de outubro deste ano será realizada a 13ª Marcha dos Sem, que neste ano, se uniu ao Grito dos Excluídos com o lema Marcha dos Sem e Grito dos Excluídos: unidos em 2008 em defesa da dignidade humana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Tivemos Até agora, doze edições da Marcha do Sem (1ª edição, 1996, Marcha sobre Porto Alegre; 2ª edição, 1997, POA, Contra as políticas neoliberais de Britto e FHC; 3ª edição, 1998, POA, Contra o neoliberalismo; 4ª edição, 1999, POA, Em defesa do Orçamento Participativo e fora FHC e FMI; 5ª edição, 2000, POA, Combate à sonegação, à corrupção e às dívidas interna e externa (POA); 6ª edição. 2001, POA, Marcha dos Sem e do Fórum Mundial da Educação; 7ª edição, 2002, Uruguaiana, Soberania Sim, ALCA Não! Basta de desemprego e miséria!; 8ª edição, 2003, POA, Chega de tirar do povo e entregar aos poderosos; 9ª edição, 2004, POA, Por um Brasil soberano, justo e solidário; 10ª edição, 2005, POA, Acorda Rio Grande a farsa acabou; 11ª edição, 2006, POA, Um outro Rio Grande é Possível e Necessário; 12ª edição, 2007, POA, O Estado como indutor do desenvolvimento. O povo gaúcho merece mais)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Existe uma edição que mereça um maior destaque? Por quê? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Não é possível falar de uma Marcha em especial, pois cada uma de suas edições, de 96 até 2007, teve sua especial importância no contexto político e social em que foi realizada. Além de denunciar as contradições inerentes ao sistema capitalista, que cada vez mais aprofunda as desigualdades sociais, propôs alternativas viáveis para que o modelo de desenvolvimento econômico garantisse o desenvolvimento social. Todas elas mobilizaram mais de 5000 pessoas ligadas a diversas entidades do movimento social e sindical e cada vez mais se afirma como legítima manifestação popular frente às instituições públicas que agem contra o interesse da população riograndense.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Por isso, é difícil falar de uma edição da Marcha em especial, falar da mais importante, pois cada uma cumpriu seu papel de resistência, denúncia e luta contra práticas neoliberalis de governos, fossem eles da esfera municipal, estadual ou federal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;O que é uma Central Única de Trabalhadores? Tem muitas centrais espalhadas por Porto Alegre? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A Central Única dos Trabalhadores (CUT) é uma organização sindical brasileira de massas, em nível máximo, de caráter classista, autônomo e democrático, cujo compromisso é a defesa dos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora. Baseada em princípios de igualdade e solidariedade, seus objetivos são organizar, representar sindicalmente e dirigir a luta dos trabalhadores e trabalhadoras da cidade e do campo, do setor público e privado, ativos e inativos, por melhores condições de vida e de trabalho e por uma sociedade justa e democrática.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Presente em todos os ramos de atividade econômica do país, a CUT se consolida como a maior central sindical do Brasil, da América Latina e a 5ª maior do mundo, com 3.299 entidades filiadas, 7.116.278 trabalhadoras e trabalhadores associados e 21.092.160 trabalhadoras e trabalhadores na base.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desde sua fundação há 25 anos, a CUT tem atuação fundamental na disputa da hegemonia e nas transformações ocorridas no cenário político, econômico e social ao longo da história brasileira, latino-americana e mundial. Os avanços obtidos na proposta de um Sistema Democrático de Relações de Trabalho e a eleição de um operário à presidência da República em 2002, são fortes exemplos dessas mudanças e resultados diretos das ações da CUT em sua luta incansável pela garantia e ampliação de direitos da classe trabalhadora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A CUT - Central Única dos Trabalhadores – foi fundada em 28 de agosto de 1983, na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo , durante o 1º Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT). Naquele momento, mais de cinco mil homens e mulheres, vindos todas as regiões do país, lotavam o galpão da extinta companhia cinematográfica Vera Cruz e imprimiam um capítulo importante da história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;De 1964 a 1985 perdurava no Brasil o regime militar, caracterizado pela falta de democracia, supressão dos direitos constitucionais, perseguição política, repressão, censura e tortura. Porém, no final da década de 1970 e meados dos anos 1980 inicia-se no país um amplo processo de reestruturação da sociedade. Este período registra, ao mesmo tempo, o enfraquecimento da ditadura e a reorganização de inúmeros setores da sociedade civil, que voltam aos poucos a se expressar e a se manifestar publicamente, dando início ao processo de redemocratização.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Neste cenário de profundas transformações políticas, econômicas e culturais, protagonizadas essencialmente pelos movimentos sociais, surge o chamado “novo sindicalismo”, a partir da retomada do processo de mobilização da classe trabalhadora. Estas lutas, lideradas pelas direções sindicais contrárias ao sindicalismo oficial corporativo, há muito estagnado, deram origem à Central Única dos Trabalhadores, resultado da luta de décadas de trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade pela criação de uma entidade única que os representasse. O nascimento da CUT como organização sindical brasileira representa mais do que um instrumento de luta e de representação real da classe trabalhadora, um desafio de dar um caráter permanente à presença organizada de trabalhadores e trabalhadoras na política nacional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A CUT defende a liberdade e autonomia sindical com o compromisso e o entendimento de que os trabalhadores têm o direito de decidir livremente sobre suas formas de organização, filiação e sustentação financeira, com total independência frente ao Estado, governos, patronato, partidos e agrupamentos políticos, credos e instituições religiosas e a quaisquer organismos de caráter programático ou institucional. Para a Central, as lutas da classe trabalhadora são sustentadas pela unidade a partir da vontade e da consciência política dos trabalhadores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Historicamente a CUT se comprometeu com o fortalecimento da democracia, o desenvolvimento com distribuição de renda e valorização do trabalho são marcos estratégicos da CUT. A luta pela universalização dos direitos, bandeira histórica é cotidianamente reafirmada com a participação ativa da Central na construção de políticas públicas e afirmativas de vários setores e segmentos da sociedade, realizada em conjunto com governo e movimentos sociais, com destaque para mulheres, juventude, pessoas com deficiência física, saúde, combate à discriminação racial, idosos, entre outras. Estas ações têm garantido e ampliado a participação da CUT em conselhos, mesas de negociação e fóruns públicos, espaços que tem ocupado com contribuições decisivas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;No campo da solidariedade internacional, a CUT tem trabalhado no desenvolvimento de estratégias conjuntas para o enfrentamento de políticas neoliberais - de privatização, de concentração de capital e altos lucros -, que ferem a soberania nacional e proliferam práticas especulativas, resultando na precarização das condições e relações de trabalho. Na área do desenvolvimento solidário, as ações da CUT visam promover a inclusão social, por meio de novos referenciais de geração de trabalho e renda, e de alternativas de desenvolvimento. Esses processos são articulados à formação e capacitação a partir da concepção de Educação Integral e seu papel emancipador, conceito defendido pela Central.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A CUT se organiza em dois níveis: (1) Organização Horizontal (além da estrutura nacional, a CUT está organizada em todos os 26 estados e no Distrito Federal: CUTs estaduais) e (2) Organização Vertical. Organizações sindicais de base e entidades sindicais por ramo de atividade econômica: sindicatos, federações e confederações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Também integram a estrutura da Central as Comissões sobre a Amazônia, Meio Ambiente e Combate à Discriminação Racial, além dos Coletivos de Saúde, Pessoa com Deficiência Física e Juventude. A Central também conta com organismos para o desenvolvimento de políticas específicas e assessoria: Agência de Desenvolvimento Solidário (ADS), Instituto Observatório Social (IOS), Instituto Nacional de Saúde no Trabalho (INST), além de sete Escolas Sindicais e uma Escola de Turismo e Hotelaria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Por que a Marcha dos Sem é coordenada somente pela CUT? Por que as pastorais operárias também não coordenam? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A Marcha dos Sem não é coordenada só pela CUT, mas pela CMS - Coordenação dos Movimentos Sociais - da qual o movimento sindical participa e apóia. Esse apoio se dá mediante disponibilização de infraestrutura para seu funcionamento - espaço para reuniões, divulgação das suas atividades, secretaria. Participam também da CMS as pastorais sociais, o movimento estudantil organizado, partidos de esquerda desde sua primeira edição, movimentos urbanos (pela moradia, por exemplo) e rurais (MST, Via Campesina).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Qual a diferença da Pastoral Operária para as centrais de trabalhadores?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Do ponto de vista da Igreja Católica, enquanto uma instituição social responsável pela transmissão de idéias, valores e ideologia, pode-se definir pastoral como a produção e oferta de bens simbólicos a quem os busca. Especificamente a Pastoral Operária, ou Pastoral do Mundo do trabalho,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;surgiu com uma atuação diferenciada das outras pastorais que tinham como foco principal a ação evangelizadora, enquanto nesta, as manifestações religiosas foram substituídas por uma militância política, devido ao contexto político dos anos 70/80, de ditadura militar. Sua prática gira em torno da busca de soluções das questões sociais vinculadas ao mundo do trabalho, para o trabalhador operário urbano industrial católico unindo a dimensão de fé, espiritualidade do trabalho e da mística que alimenta a militância. A criação da Pastoral Operária expressa uma nítida ruptura da Igreja, principalmente após as Conferências de Medellín (1968) e Puebla (1979). Na América Latina surge um movimento dentro da Igreja Católica, denominado “Teologia da Libertação”, que se contrapõe radicalmente ao discurso da concórdia da Doutrina Social da Igreja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Já as Centrais Sindicais, a CUT, têm uma outra origem institucional. É laica, mas nasce num mesmo contexto social e político. O que difere, fundamentalmente os dois movimentos é a forma de organização da luta e a mística. No caso da CUT, ela disputa projetos de desenvolvimento para o país forjando lideranças para ocuparem espaços na gestão dos governos em todas as esferas da administração pública; elegendo vereadores, deputados e presidente identificados com as lutas dos trabalhadores; organizando trabalhadores no seu local de trabalho através de sindicatos, federações e confederações de trabalhadores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desde sua fundação há 25 anos, a CUT tem atuação fundamental na disputa da hegemonia e nas transformações ocorridas no cenário político, econômico e social ao longo da história brasileira, latino-americana e mundial. Os avanços obtidos na proposta de um Sistema Democrático de Relações de Trabalho e a eleição de um operário à presidência da República em 2002, são fortes exemplos dessas mudanças e resultados diretos das ações da CUT em sua luta incansável pela garantia e ampliação de direitos da classe trabalhadora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Quais os movimentos que participaram de todas as edições da Marcha dos Sem? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A Coordenação dos Movimentos sociais, composta por movimentos urbanos e rurais: CUT, Movimento Estudantil, Pastorais Sociais, Partidos de Esquerda, MST, Movimento pela Moradia, Movimento dos trabalhadores desempregados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Sempre rolou muita repressão da Brigada Militar nas edições da Marcha dos Sem. Por quê? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Na gestão da administração Popular do estado do Rio Grande do Sul a Brigada Militar tinha um papel radicalmente diferente do papel desempenhado no atual governo. Nos 4 anos do Governo Olívio Dutra, de 1998 a 2001, a Marcha transcorreu tendo a brigada Militar com uma instituição cuja a função era de assegurar a manifestação legítima da população contra as políticas do governo federal, na época de FHC, que afrontavam a dignidade do povo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Porque a atuação da Brigada era diferente de hoje? Porque a Frente Popular representava os pilares fundantes do regime democrático e de direito, da defesa das garantias constitucionais que asseguram liberdade de organização e manifestação popular contra projetos de governo que atendem a interesses de poucos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Nos últimos seis anos, nós do movimento social e sindical, passamos a ser vistos como criminosos, e isso desde o Governo Rigotto e recrudescendo ainda mais no atual governo de Yeda e Feijó.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Porque isso? Pois os movimentos sociais entendem que esta é a forma que o governo encontrou para acabar com a resistência e oposição ao seu projeto de governo, projeto que beneficia os ricos e aniquila os pobres.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;No atual governo do estado, de Yeda e Feijó e no governo passado, muitas mobilizações ocorreram contra a venda do patrimônio público, a precarização das relações de trabalho através das terceirizações, contra o beneficiamento de interesses privados em detrimento de interesses públicos e principalmente contra o desrespeito aos direitos de organização e manifestação popular assegurados constitucionalmente. Sobre esse último ponto, as organizações sociais enfrentam um momento muito difícil, pois pessoas e entidades estão sendo criminalizadas pelo estado. Isso ocorre por manifestarem suas idéias e por exigirem que o estado cumpra seu papel de forma a garantir uma vida digna para toda a população, sem qualquer tipo de discriminação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Como projetos como o Boca de Rua podem ajudar a combater a criminalização dos movimentos sociais pela grande mídia?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Como jornal comunitário e de alcance daqueles que sofrem as ações repressoras do aparelho de Estado, da Secretaria de Segurança Pública, da Brigada Militar, que tem como chefe maior a própria governadora do nosso estado, pode contribuir, da seguinte forma: denunciando todo e qualquer ato violento e de repressão cometido pela Brigada Militar que ferem os princípios constitucionais de livre organização e manifestação, contra o cidadão individual e contra organizações comunitárias e sindicais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;O que vai melhorar na vida do morador de rua se ele começar a participar destas manifestações? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;É importante ressaltar que a Marcha dos Sem é uma manifestação popular, que propõe a recuperação do papel do Estado como indutor do desenvolvimento econômico em consonância com o desenvolvimento social.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A medida que a população se organiza, cada vez mais, discute sua situação, de forma geral e específica, consegue acumular conhecimento de sua causa, através da troca de experiências e vivências e da reflexão das alternativas para melhorar sua situação. Participar de manifestações como a Marcha dos Sem é uma ação fundamental de identificação do que na verdade nos une. Conseguimos perceber que problemas de pessoas e de grupos específico (problemas enfrentados pela questão de gênero, orientação sexual, de raça, de ser portador de patologia, de ser morador de rua, de ser prostituta, estudante da rede pública, de trabalhadores e trabalhadoras exploradas) e que problemas que afetam a população como um todo, só são e serão resolvidos com muita luta e organização, com muita mobilização e engajamento daqueles que lutam por melhores condições de vida. Somente unidos teremos alguma condição de reverter processos que atacam diretamente a possibilidade de se viver de forma digna e feliz em nosso bairro, em nossa cidade, em estado e em país.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Dessa forma acredito que não só os moradores de rua irão ganhar ao se unir à outras causas, à movimentos mais amplos, como a Marcha dos Sem, mas a sociedade como um todo. Pois, na medida em que a situação de pessoas e grupos forem sendo debatidas, que demandas/necessidades forem sendo identificadas e denunciadas em atos de protestos como acontece durante a Marcha, poderá pressionar os governantes a considerarem a nossa pauita, a pauta do povo excluído.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;O que está achando do Governo Lula? Ele está cumprindo o prometido aos movimentos sociais quando foi eleito? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Finalmente a Classe trabalhadora elegeu um operário para conduzir nosso país. Conduzir um novo projeto de desenvolvimento tão necessário para resgatar e garantir uma vida digna para milhares de brasileiros e brasileiras, historicamente excluídos de tudo. Sei que muita coisa têm de ser feita, muito há de se avançar, mas o rumo está dado. E de que rumo eu estou falando? De chegarmos a uma sociedade que consiga desenvolver um espírito solidário, de se ver como um único povo, como o povo brasileiro que precisa enfrentar juntos grandes desafios. O principal deles, de garantir que todos e todas possam usufruir das riquezas produzidas em nosso país. Esse espírito de solidariedade começou a ser exercitado através de ações do governo federal desde o primeiro mandato de Lula, com ações de redistribuição de renda, de transferência direta de quem mais tem para os destituídos. O Programa bolsa família é a principal expressão desse novo espírito. O impacto deste Programa é incontestável e mencionar somente este programa é possível afirmar que o Governo Lula está cumprindo com o que prometeu em campanha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202388031736539099-1615783563168036642?l=bocaderuanainternet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/feeds/1615783563168036642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202388031736539099&amp;postID=1615783563168036642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/1615783563168036642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/1615783563168036642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/2008/10/participar-de-manifestaes-uma-ao-de.html' title='“Participar de manifestações é uma ação de identificação do que nos une”'/><author><name>Rede Boca de Rua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01965738560574528696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202388031736539099.post-3705404297180721230</id><published>2008-09-11T08:42:00.000-07:00</published><updated>2008-09-11T09:10:04.062-07:00</updated><title type='text'>Aniversário de 8 anos do Boca de Rua</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SMlCqa9R3BI/AAAAAAAAABg/O9mYL8Yle7o/s1600-h/convite+boca+8+anos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244796537607937042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SMlCqa9R3BI/AAAAAAAAABg/O9mYL8Yle7o/s400/convite+boca+8+anos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SMlCepa3yaI/AAAAAAAAABY/3pSHdDTMnTc/s1600-h/convite+boca+8+anos.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os integrantes do jornal Boca de Rua convidam para a comemoração de aniversário. Em agosto, o jornal completou 8 anos de existência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde 2000, o jornal mostra uma realidade que não aparece na grande mídia. Ao revelar esta outra verdade, contribui para a formação de pensamento crítico de todos os cidadãos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* Em caso de chuva, o evento será transferido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SMlCJa3s-rI/AAAAAAAAABQ/YbieOCecyvE/s1600-h/convite+boca+8+anos.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202388031736539099-3705404297180721230?l=bocaderuanainternet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/feeds/3705404297180721230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202388031736539099&amp;postID=3705404297180721230' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/3705404297180721230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/3705404297180721230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/2008/09/aniversrio-de-8-anos-do-boca-de-rua.html' title='Aniversário de 8 anos do Boca de Rua'/><author><name>Rede Boca de Rua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01965738560574528696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SMlCqa9R3BI/AAAAAAAAABg/O9mYL8Yle7o/s72-c/convite+boca+8+anos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202388031736539099.post-477295054088565621</id><published>2008-09-03T09:25:00.000-07:00</published><updated>2008-09-03T09:26:38.928-07:00</updated><title type='text'>Entrevista coletiva com os integrantes do Boca de Rua</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na próxima quinta-feira, 4 de setembro, às 14h30min, no Gapa/RS*, acontecerá uma entrevista coletiva com alguns integrantes do jornal Boca de Rua. A entrevista é aberta a todos os que quiserem participar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O objetivo é que a conversa gere textos semelhantes que serão publicados em blogs diversos, ao mesmo tempo. É uma forma de conceder mais espaço a um olhar sobre a realidade que não é publicizado pelos meios de comunicação, permitindo que os moradores de rua que integram o jornal possam responder a questionamentos de quem não vivencia a mesma situação. E uma oportunidade para que, além de entrevistadores, eles sejam também entrevistados, valorizando o que eles têm a contar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;*O Gapa/RS fica na rua Luiz Afonso, 234 - Cidade Baixa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202388031736539099-477295054088565621?l=bocaderuanainternet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/feeds/477295054088565621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202388031736539099&amp;postID=477295054088565621' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/477295054088565621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/477295054088565621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/2008/09/entrevista-coletiva-com-os-integrantes.html' title='Entrevista coletiva com os integrantes do Boca de Rua'/><author><name>Rede Boca de Rua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01965738560574528696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202388031736539099.post-6422453619619931221</id><published>2008-08-22T11:38:00.000-07:00</published><updated>2008-08-22T11:48:16.570-07:00</updated><title type='text'>Despedida da Chineza</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SK8J1XeqnEI/AAAAAAAAABI/zFSQp39-9lQ/s1600-h/chineza+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237415704095530050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SK8J1XeqnEI/AAAAAAAAABI/zFSQp39-9lQ/s320/chineza+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesta semana, faleceu Marko Khan Su Gria, a Chineza, integrante do Boca de Rua.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eis o último texto escrito por ela, relato das oficinas de fotografia e de vídeo que aconteceram nos meses de maio e junho, em parceria do Boca de Rua e do Gapa/RS.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;RELATO DAS OFICINAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Chineza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos meses de maio e junho deste ano, apesar do frio, das chuvas do final do outono e do começo do inverno terem sido bem rígidos, um grupo de integrantes do jornal, juntamente com outros moradores em situação de rua, não pararam de trabalhar por isso e participaram de duas atividades.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em maio, uma atividade foi a oficina de fotografia. Em junho, a oficina de vídeo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com muito carinho e sempre com muita dedicação, o GAPA nos abriu as portas, nos oferecendo o auditório nas quintas-feiras a tarde para a realização das oficinas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As oficinas de fotografia foram administradas por três oficineiros, mais que profissionais. Um foi o nosso grande amigo e esposo da Rosina, Luiz Abreu, sempre disposto e brincalhão, e os outros eram fotógrafos do Correio do Povo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Saudades das tardes em que aprendemos juntos a lidar com as câmeras digitais e manuais, das saídas para fotografar o pôr-do-sol do Guaíba e em geral a orla, das saídas ao Moinhos de Vento. Enfim, a observar duas situações, a sociedade central e a sociedade média alta, e a alta do “Moinhos”, com seus cafés, restaurantes e muita segurança e materialismo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A oficina de vídeo, em junho, também foi ótima, pois também aprendemos a lidar com a câmera digital, a única que nós tínhamos. Quem participou deve ter boas lembranças. Eu, principalmente, tive a oportunidade de falar, sorrir e chorar emocionado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O pessoal do Coletivo Catarse, Gustavo Türck e Rafael Corrêa, foram ótimos companheiros e oficineiros. A Natália, do jornal, sempre que pôde também nos trouxe seu lado “mamãe”, coruja, é claro, acreditando em nós. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais importante é que nos sentimos bem e mostramos que somos capazes, mesmo com nossos problemas diários de realizar um documentário em DVD, de encenar o dia de uma família conturbada e de gravar depoimentos nossos. E com alegria e força de vontade esperamos que existam outras oficinas, para mostrar à sociedade para quem somos problemáticos que nós também temos alegria, alegria.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Participaram das oficinas: Chineza, Adriano, Alexsandro, Michelle, Paulo Ricardo, Roberto e Gilmar. Agradecemos a oportunidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202388031736539099-6422453619619931221?l=bocaderuanainternet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/feeds/6422453619619931221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202388031736539099&amp;postID=6422453619619931221' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/6422453619619931221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/6422453619619931221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/2008/08/despedida-da-chineza.html' title='Despedida da Chineza'/><author><name>Rede Boca de Rua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01965738560574528696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SK8J1XeqnEI/AAAAAAAAABI/zFSQp39-9lQ/s72-c/chineza+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202388031736539099.post-7299289911298977192</id><published>2008-07-30T06:44:00.001-07:00</published><updated>2008-12-12T00:09:17.993-08:00</updated><title type='text'>O Boquinha convida</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SJBwUc5k8zI/AAAAAAAAABA/mQ5Zy9SrDKs/s1600-h/CONVITE_ALICE+AmigosBoquinha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228802664034530098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 303px; CURSOR: hand; HEIGHT: 517px; TEXT-ALIGN: center" height="454" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SJBwUc5k8zI/AAAAAAAAABA/mQ5Zy9SrDKs/s400/CONVITE_ALICE+AmigosBoquinha.jpg" width="264" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Boquinha é um suplemento do jornal Boca de Rua produzido por crianças e adolescentes em situação de risco. Os integrantes convidam todos os interessados a conhecerem o projeto e a fazerem parte do Clube do Boquinha, um grupo de pessoas que contribui para que este iniciativa continue existindo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Hoje, às 19h, no Zelig Bar (Sarmento Leite, 1084),&lt;/strong&gt; acontece um encontro para apresentação do Boquinha e de seu clube de amigos. A presença de todos é bem-vinda!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escrevem os Boquinhas:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Queridos participantes do Clube do Boquinha! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; A gente não está aqui para pedir nem esmolar ajuda. A gente está  aqui para convidar.  O que nós precisamos é que nos conheçam, que saibam quanta coisa  legal se faz no Boquinha. O que a gente precisa é passear, brincar, aprender, conhecer, criar,  voar (nem que seja com a imaginação). Se você acha isso também e resolver participar do Clube do Boquinha, que bom. Ficaremos  super felizes com isso.  Muito obrigado por acreditar em nós.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS – Ah! É importante que vocês saibam: nós não vendemos o jornal. Nós somos crianças e não devemos trabalhar. Como a gente disse  antes, criança é para brincar, aprender e ser feliz".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Ass: Participantes do Boquinha&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Maiores informações podem ser obtidas através do email alice@alice.org.br&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202388031736539099-7299289911298977192?l=bocaderuanainternet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/feeds/7299289911298977192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202388031736539099&amp;postID=7299289911298977192' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/7299289911298977192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/7299289911298977192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/2008/07/o-boquinha-convida.html' title='O Boquinha convida'/><author><name>Rede Boca de Rua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01965738560574528696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SJBwUc5k8zI/AAAAAAAAABA/mQ5Zy9SrDKs/s72-c/CONVITE_ALICE+AmigosBoquinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202388031736539099.post-3739132552082476325</id><published>2008-07-24T13:00:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T00:09:18.280-08:00</updated><title type='text'>O inverno é o inferno para os moradores de rua</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SIjhfyoMm-I/AAAAAAAAAAw/qUKA4N_8_3k/s1600-h/barbie.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226675303846026210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SIjhfyoMm-I/AAAAAAAAAAw/qUKA4N_8_3k/s320/barbie.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SIjhf1vs7AI/AAAAAAAAAA4/N2d4PuawNX4/s1600-h/mimi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226675304682810370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SIjhf1vs7AI/AAAAAAAAAA4/N2d4PuawNX4/s320/mimi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de ter perdido mais dois amigos integrantes, o Boca de Rua faz mais uma homenagem para Jerry Santos da Costa (Barbie) e Marcelo Luis Sousa Guedes (Mimi):&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"Marcelo...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Um amigo, irmão puro, humilde, injustiçado por um país idiota e sem o menor censo de humanidade.&lt;br /&gt;Nosso amigo estara sempre vivo em nossa memória e coração.&lt;br /&gt;“Aquele sorriso”".&lt;br /&gt;(Rogers)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Pena&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mimi&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Pensando em voce me lembro de uma música que diz assim. Os bons morrem antes,&lt;br /&gt;E tenho a dizer assim&lt;br /&gt;Saudades Mil!!!"&lt;br /&gt;(Rafael)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O &lt;strong&gt;Mimi&lt;/strong&gt; gente boa que conhecia a pouco tempo meu irmão tu não teve controle do vício da química. E muita paz."&lt;br /&gt;(sem assinatura)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Na rodoviária nos conversando dando risada gritando pulando sempre juntos e felizes. Mais nunca vamos te esquecer estara sempre aqui do nosso lado."&lt;br /&gt;(Mc Dom)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"&lt;strong&gt;Jerri dos Santos da Costa, (Barbie),&lt;/strong&gt; seu jeito alegre, cativante, brincalhão, ficará sempre na nossa memória, é difícil, mas infelizmente você nos deixou, mas tenho certeza que você está orgulhosa, pois continuamos o trabalho que você começou no jornal e na oficina de vídeo, sinto uma dor muito grande de escrever, por fomos amigas muitos anos, curtimos muito, e você deixa um vazio muito grande, mas infelizmente é o destino, você se tornou mais uma estrela para brilhar lá no céu, e sei que sempre estará ao meu lado, em espírito, e choro, mas a vida é assim, infelizmente, com carinho e respeito e dor deixo meu abraço, por seremos amigas eternamente."&lt;br /&gt;Marko Gria (Chineza)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Para &lt;strong&gt;Barby e Mimi&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mesmo voceis não estando do nosso lado não consigo acreditar o grupo sente muito, mais sabemos superar.&lt;br /&gt;Homenagem do Boca de Rua".&lt;br /&gt;(Michele)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"Barby &lt;/strong&gt;seu geito alegre seu geito contagiante sempre estara na nossa memoria é difícil aceitar a sua perda mais continuaremos o que tu sempre desejou.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mimi&lt;/strong&gt; descanse em paz.&lt;br /&gt;Mimi todas as caminhada do seu querido amigo Maneco onde você esteja no ceu ou na terra estará conosco.&lt;br /&gt;Bom é triste lembra que não tenho mais o meu amigo Mimi do nosso lado, quando a gente fazia nossa reunião no bandeijão".&lt;br /&gt;(Maneco)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Uma homenagem aos que morreram agora e aos que morreram antes. Paz e saúde onde estiverem,&lt;br /&gt;Nosso grupo não vai esquecer dele, mesmo estando morto".&lt;br /&gt;Um abraço,&lt;br /&gt;(Bocão)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Eu Marcos Vinícius conheço o &lt;strong&gt;Mimi&lt;/strong&gt; muito pouco tempo e vi que ele era um cara muito especial para todos do Boca de Rua e espero que ele tenha muita paz para a vida que ele foi.&lt;br /&gt;Para a &lt;strong&gt;Barbie&lt;/strong&gt; eu conheço muito tempo e eu vi o jeito que ela estava mas tem um ditado que diz Quando Deus chama é que esta na hora.&lt;br /&gt;Eu não acreditei quando me falaram &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que os dois sigam o caminho que Deus deu a eles na outra vida".&lt;br /&gt;(Marcos Vinicius)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202388031736539099-3739132552082476325?l=bocaderuanainternet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/feeds/3739132552082476325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202388031736539099&amp;postID=3739132552082476325' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/3739132552082476325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/3739132552082476325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/2008/07/o-inverno-o-inferno-para-os-moradores.html' title='O inverno é o inferno para os moradores de rua'/><author><name>Rede Boca de Rua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01965738560574528696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BvcA9Qcw3MU/SIjhfyoMm-I/AAAAAAAAAAw/qUKA4N_8_3k/s72-c/barbie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202388031736539099.post-92675287711933145</id><published>2008-06-25T20:19:00.000-07:00</published><updated>2008-06-25T20:23:09.129-07:00</updated><title type='text'>O Boca se despede do Marcelo</title><content type='html'>Nesta semana fria, o integrante do Boca de Rua Marcelo Luís Souza Guedes faleceu dormindo na rua. Nos despedimos do Marcelo com muito pesar e sabemos que, assim como a Barbie, ele vai fazer falta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202388031736539099-92675287711933145?l=bocaderuanainternet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/feeds/92675287711933145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202388031736539099&amp;postID=92675287711933145' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/92675287711933145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/92675287711933145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/2008/06/o-boca-se-despede-do-marcelo.html' title='O Boca se despede do Marcelo'/><author><name>Rede Boca de Rua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01965738560574528696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202388031736539099.post-1448343649818017244</id><published>2008-06-19T19:32:00.000-07:00</published><updated>2008-06-19T19:36:57.729-07:00</updated><title type='text'>O Boca se despede da Barbie</title><content type='html'>Com muita tristeza o jornal Boca de Rua comunica o falecimento de seu integrante Jerri Santos da Costa, conhecido como Barbie, que ocorreu na semana passada.  Jerri estava internado no hospital Vila Nova.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202388031736539099-1448343649818017244?l=bocaderuanainternet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/feeds/1448343649818017244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202388031736539099&amp;postID=1448343649818017244' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/1448343649818017244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/1448343649818017244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/2008/06/o-boca-se-despede-da-barbie.html' title='O Boca se despede da Barbie'/><author><name>Rede Boca de Rua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01965738560574528696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202388031736539099.post-8693983917221519961</id><published>2008-06-12T09:51:00.000-07:00</published><updated>2008-06-12T09:59:15.062-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entrevistas'/><title type='text'>Centro Popular de Compras de Porto Alegre</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Entrevista realizada com Juliano Fripp, presidente da Associação Feira Rua da Praia e conselheiro do Orçamento Participativo da região Centro, sobre a construção do Centro Popular de Compras (Camelódromo) em Porto Alegre. Participaram da entrevista Chineza, Marcos Vinícius e Bocão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A gente ficou muito curioso e o pessoal queria fazer umas perguntas sobre o camelódromo que está sendo construído, porque muitas vezes vocês também sofreram violência da polícia, foram muito agressivos, né. Nós também, como somos moradores de rua, sofremos preconceito também, as pessoas sentem preconceito, então a gente resolveu fazer essa pauta sobre os camelôs e o camelódromo em geral. A primeira pergunta é: o que você acha da construção do camelódromo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Juliano – A construção do camelódromo é um momento histórico para nós, os camelôs que trabalhamos no centro, em função de que há muitos anos a gente vem pleiteando um espaço alternativo de trabalho e nunca se conquistou um projeto que fosse palpável, que saísse de nosso interesse e do nosso diálogo com os secretários e com a prefeitura. Então esse camelódromo, a Associação Feira Rua da Praia, em 1995 vieram com uma proposta, a prefeitura, de fazer um camelódromo vertical em Porto Alegre. Pegar uns prédios públicos e ocupar aquele espaço, colocar os camelôs ali pra dentro como se fossem bichos, e a gente, naquela época, não concordou, fizemos uma passeata, inclusive lotando a Câmara com 700 pessoas, na câmara dos vereadores, exigindo que o camelódromo não fosse da maneira que eles estavam querendo. Sugerimos na época de fazer um camelódromo na praça Parobé, e como aquele espaço é espaço cultural de Porto Alegre, pertence ao Mercado Público, foi inviabilizado o projeto. E surgiu a proposta de fazer o camelódromo na praça Rui Barbosa. Então a gente está vendo esse camelódromo como um espaço digno de trabalho onde as pessoas que trabalham no sol, trabalham na chuva, vão ter um espaço tranquilo de trabalho, abrir sua lojinha de manhã e fechar de noite, ir tranquilo embora sem tá precisando colocar em depósito, precisando de outras pessoas para concluir o trabalho, pra abrir e fechar o nosso espaço de trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A segunda pergunta é assim: há espaço para todos os camelôs naquela construção que vocês estão fazendo ali?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;J – Não. Ali vai ser para 800 a 1000 pessoas. A gente tem uma estimativa de que no centro de Porto Alegre trabalham em torno de 2000 pessoas, 2500. então esse espaço de 800 a 1000 pessoas não vai ser suficiente para todos, mas a gente vai sempre continuar brigando para que todos tenham um espaço digno de trabalho, inclusive com espaços alternativos como a feira itinerante. Fazer feiras itinerantes dos camelôs, para que não fique só no centro, para que acompanhe essas feiras de frutas e verduras, para que as pessoas que não vão até o camelódromo possam também continuar trabalhando depois do camelódromo aberto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem vai organizar esses espaços? Quem está organizando é a SMIC, é junto com a SMIC, é o grupo em geral? E como é o espaço? Grande, pequeno?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;J – o espaço é 2x2. Dois metros quadrados com um pé direito de 4 metros, mais ou menos. A organização dentro do camelódromo vai ser feito por uma comissão tripartite, que é o empresário, o poder público e uma comissão dos camelôs, da categoria, que vão estar junto dessa comissão vendo a melhor maneira para se trabalhar dentro do camelódromo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O pessoal também ficou curioso para saber se vão ter que pagar uma taxa ali para trabalhar, vai ser mais caro por causa do novo local?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;J – A taxa lá vai ser R$ 400,00. A gente que trabalha na rua não pagamos nada para o poder público, mas existe o cara que traz a banca, o cara que guarda a banca, os depósitos, então o valor lá vai ser um pouco a mais do que a gente gasta normalmente na rua, mas vai compensar em virtude da venda que a gente vai ter dentro do camelódromos, porque a gente acredita que a venda dentro do camelódromo vai ser muito melhor do que na rua.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como está sendo a retirada de vocês da rua? Se tem pressão da SMIC, alguma coisa assim, se está mais calmo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;J – Bom, esse pessoal que está sendo retirado, que vende CD e DVD, isso é uma ação da polícia com a polícia federal, e como é uma lei federal, a polícia acabou batendo com muita força, batendo no sentido de retirar essas pessoas da rua que não podem vender CD nem DVD. Isso tá acontecendo não só em Porto Alegre, mas também, nós vamos trabalhar final de semana no litoral, a gente vê que também no litoral existe essa pressão para que se tire o CD e o DVD da rua. Então em Porto Alegre, no início, quando foi retirado o CD e o DVD, houve muita arbitrariedade da polícia, houve muito abuso de poder para retirar essas pessoas. A gente acha que de repente não deveria ter sido com tanta força a retirada desse pessoal do DVD.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há quanto tempo está acontecendo isso?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;J – Começou acho que em setembro, outubro (de 2007). Os regularizados, como o pessoal da Rua da Praia, da Praça XV, da Montaury, da Alfândega, esses que têm regularização, que são cadastrados na SMIC, estão sendo mantidos no espaço de trabalho deles, claro que não pode trabalhar com CD e nem com DVD. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E quando estiver pronto o camelódromo, a polícia vai ter a mesma atuação como se estivesse na rua?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;J – Eu acredito que não, porque lá, como vai ter uma comissão tripartite, e que o camelódromo vai ser organizado por uma comissão de três personagens, a gente acredita que a polícia vai ir no camelódromo só quando for chamada para autuar alguma coisa muito importante, porque lá a gente não quer a polícia administrando o camelódromo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você sabe onde vai parar o material apreendido?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;J – Olha, a explicação que a gente tem é que a SMIC, quando apreende esse material, é doado para a FASC e a FASC tem as instituições para as quais ela doa. Essa é a versão que eu tenho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que alguns camelôs preferem não ter alvará?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;J – Olha, pra ser sincero, todos os camelôs que eu conheço querem ter o alvará. Em função até do camelódromo, essas pessoas que tem o alvará estão ganhando um crachá e é esse crachá que vai levar elas pra dentro do camelódromo. Então eu acho que, alguns de repente não querem, que eu desconheço, mas a grande maioria quer, porque no momento em que tu tens um crachá, um alvará, que tu é cadastrado, tu é garantido pelo poder público que tu vai poder trabalhar naquele espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rola algum tipo de extorsão por parte da SMIC e da polícia?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;J – Existem muitas acusações de que fiscais e policias estejam pegando materiais de camelôs e desviando, mas eu não conheço, nunca vi, e inclusive nós queremos saber quem são esses fiscais e quem são esses policiais pra poder fazer alguma denúncia formal no Ministério Público. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As pessoas que, por exemplo, chegam de ônibus, porque o fim da linha vai ser no mesmo lugar, se acaso eu quiser comprar alguma coisa nos camelôs, quero subir no prédio que fizeram novo e não quero ir nos camelôs da rua, vai precisar de alguma coisa pra poder entrar no prédio? Algum crachá, alguma identificação?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;J – Se houver qualquer tipo de negociação ou de atitude desse tipo, que alguém peça um crachá ou uma identificação pra pessoa poder entrar dentro do camelódromo, essa pessoa tem que ser presa, porque aquele espaço é público como qualquer outra loja que tu freqüenta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No camelódromo vai continuar a disputa por cliente no grito?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;J – Bom, eu acho que uma das coisas que o camelô tem que é dele mesmo é o grito. Claro que vai ser um grito organizado, mas sempre vai ter o grito, porque a gente vai ter que atrair nosso cliente pra poder vender. A gente vive das nossas vendas, então aquele que tiver uma inteligência maior, que saiba cativar o cliente e buscar o cliente, sempre vai existir o grito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Camelô tem no centro, mas também na Assis Brasil, na Azenha. Como vai ficar a situação deles, vão continuar onde estão ou vão procurar um camelódromo pra eles também?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;J – Esse camelódromo está atingindo o quadrilátero central, que pega o centro de Porto Alegre. Mas espaços como a Osvaldo Aranha, a Assis Brasil, a Azenha, onde existe bastante camelô, a gente vai estar negociando pra que essas pessoas também tenham um espaço de trabalho, não dessa maneira como está sendo colocado, com banquinhas, mas que sejam bancas fixas que eles tenham que desmanchar todo dia e levar todo o material embora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tu tens uma estimativa de qual é o faturamento médio dos camelôs da Rua da Praia?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;J – Existe diferenças de faturamento. Por exemplo, quem trabalha na Rua da Praia das 18h às 21h, é um faturamento diferenciado de quem trabalha na Praça XV, mas tu pode fazer uma estimativa de tranquilamente uns 100 reais por dia na Praça XV, 120, 150, depende do material com que tu tá trabalhando. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202388031736539099-8693983917221519961?l=bocaderuanainternet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/feeds/8693983917221519961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202388031736539099&amp;postID=8693983917221519961' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/8693983917221519961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/8693983917221519961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/2008/06/centro-popular-de-compras-de-porto.html' title='Centro Popular de Compras de Porto Alegre'/><author><name>Rede Boca de Rua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01965738560574528696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202388031736539099.post-9164672891341945246</id><published>2008-04-24T14:19:00.001-07:00</published><updated>2008-04-24T14:21:23.165-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><title type='text'>Outros agressores, outros agredidos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;OUTROS AGRESSORES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da violência da polícia, existem outras formas de violência praticadas por outras pessoas. Guardas Municipais, seguranças particulares de empresas e até mesmo a população em geral muitas vezes são violentos. É verdade que tem pessoas agressivas pedindo no sinal mas tem motorista que agride também. Já aconteceu de pessoas descerem do carro para ameaçar quem pede. Uns xingam, dizem “Sai de perto do meu carro!” “Não chega perto!”, “Cai fora, vagabundo. Vai trabalhar!”. Falam que os pedintes metem medo. Mas e os que dizem que vão dar um tiro ou tocam o carro por cima dos pedintes não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo: Rua João Alfredo sinaleira do Nacional. O carro parou no sinal vermelho. Vendedores do Boca de Rua foram oferecer jornal e o homem do carro disse: Não compro jornal de vagabundo! Um outro caso aconteceu quando um vendedor do Boca chegou perto de um carro e deu Boa tarde. O motorista começou a gritar: Vai, vai, vai. “Eu disse para ele: Ô meu, não tomou o teu Rodal hoje? E o cara saiu do carro para me agredir”, conta ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vovô está na rua desde os 7,8 anos e lembra que a situação era diferente: Ninguém tinha medo da gente. Os tios dos Opalas, DKWs, Dodges e Fuscas sempre davam uns 10 cruzeiros para a gente”. Hoje fica mais fácil se a pessoa chega com um sorriso. Rogers um dia disse para um motorista: “Hitler ou São Francisco"? O cara desceu do carro e deu um abraço nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OUTROS AGREDIDOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são apenas os moradores de rua que sofrem agressões. Outros grupos como profissionais do sexo, travestis, transsexuais e todo o povo da sinaleira: malabaristas, palhaços, vendedores de frutas, santinhos etc. também são desrespeitados. L.L, uma transsexual se sente desrespeitada constantemente pela Brigada. Juntamente com outras três colegasfoi abordada na volta da São Carlos e recolhida por policiais do Nono Batalhão com o fim de "produzir identificação". Os soldados, que deixaram os travestis nas proximidades do Shopping Praia de Belas, justificaram a arbitrariedade como sendo uma atividade rotineira realizada enquanto medida preventiva.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para as prostitutas também não está fácil. “Nas últimas semanas, parece que a situação está virando para trás. Melhorou depois de que a gente começou a trabalhar e denunciar nos jornais, uns anos atrás. Quase parou. As pessoas tomaram consciência de que a gente está trabalhando. Só que, não sei se é por causa de mudança da direção ou da administração na polícia, começou a voltar como no passado’, conta Janete do Núcleo de Estudos da Prostituição. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202388031736539099-9164672891341945246?l=bocaderuanainternet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/feeds/9164672891341945246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202388031736539099&amp;postID=9164672891341945246' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/9164672891341945246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/9164672891341945246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/2008/04/outros-agressores-outros-agredidos.html' title='Outros agressores, outros agredidos'/><author><name>Rede Boca de Rua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01965738560574528696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202388031736539099.post-3536727597284315146</id><published>2008-04-24T14:11:00.000-07:00</published><updated>2008-04-24T14:18:52.077-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entrevistas'/><title type='text'>Corregedoria da Brigada: a Corregedoria ouve a denúncia, mas o próprio comando investiga</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entrevista com o chefe da Sessão administrativa da Corregedoria Geral da Brigada Militar: Major Humberto de Sá Garay.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que acontece quando chegam as denúncias de violência policial na Corregedoria Geral da Brigada Militar?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Corregedoria da Brigada é um órgão ligado diretamente ao comando da corporação, certo? E ela tem as suas atribuições definidas através de uma legislação específica, que é um decreto estadual. Então, dentro da estrutura da Brigada compete à Corregedoria a apuração dos dados infracionais, o exercício do poder de polícia judiciária militar e a apuração de todas aquelas denúncias que chegam ao nosso conhecimento, de fatos reputados como ilegais ou não condizente com a função do policial militar. Aí compete à corregedoria propiciar esta apuração. Não só apurar, mas determinar ou solicitar que outros comandos façam aquela apuração e depois dê um retorno sobre o que foi efetivamente investigado e o que foi concluído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como é a tramitação do processo do denunciante? São ouvidas as testemunhas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Não na Corregedoria. É assim: o exercício do poder de polícia judiciária militar está atrelado a cada comandante de área, certo? Então, se vem uma denúncia sobre uma conduta irregular de um policial que pertence ao 1º Batalhão – vamos pegar como exemplo - essa pessoa vem até a Corregedoria. Ela é ouvida, é mantido sigilo se ela entender que necessita, e nós encaminhamos aquela denúncia diretamente para o comando de onde aquele servidor estiver subordinado, para que aquele comando apure o ato. Posteriormente a essa apuração, retorna o processo para nós, para que se dê retorno à parte queixosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É providenciada alguma proteção para quem denuncia, por parte da Corregedoria?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim. Existe o &lt;em&gt;Protege&lt;/em&gt;, que é um programa que faz este tipo de proteção. Se a pessoa que veio trazer a denúncia ao nosso conhecimento necessitar de uma proteção especial, ela é encaminhada para este programa e este programa é que vai definir se ela vai ter a proteção e de que forma vai ser a proteção. Nós, enquanto Corregedoria, não é nossa atribuição dar proteção às pessoas. A nossa função é a apuração dos fatos ou promover a apuração dos fatos. Se a pessoa sentir que corre risco de vida, então nós orientamos e apresentamos ela ao programa Protege, que é um órgão na Secretaria de Segurança. Compete a ele, através do seu Conselho (que tem juízes, promotores de justiça, delegado de polícia, oficiais da Brigada, advogados, Ordem dos Advogados do Brasil) fazer esta parte. Eles vão fazer uma análise e ver de que forma se pode dar esta proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando é comprovado o cometimento de crime, o que acontece?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando é comprovado o cometimento de crime por parte de um policial ele é indiciado no inquérito. Esse inquérito é remetido ao poder judiciário militar, que é a Justiça Militar do Estado, e a partir dali é aberto um processo – em fase de instrução – que vai, então, determinar até que ponto houve a participação do servidor ou não e vai condena-lo ou absolvê-lo ou arquivar o processo. Enfim, o trâmite passa a ser judicial. Sai da esfera administrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Brigadiano pode cometer duas espécies de crimes: o crime comum e o crime militar. Daria para exemplificar a diferença de um e de outro?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim. O crime militar é aquele praticado em relação ao serviço que está sendo executado: ou com a arma ou com o local. Por exemplo: um policial que agride um colega dentro do quartel ou que tenta homicídio, rouba, comete um ato ilegal dentro do quartel, vai ser julgado na esfera militar. Porém se este policial comete uma infração de trânsito, atropela alguém, causa lesões corporais, está em seu horário de folga, não está fardado, não foi com viatura da corporação, é um crime da justiça comum. A natureza da apuração vai ser pela delegacia de polícia de trânsito, no caso, que vai apurar as circunstâncias do acidente e depois vai encaminhar para a justiça para julgamento, se houve dolo, se houve culpa. Esta é a distinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que tipo de punição existe para um brigadiano que violenta um morador de rua?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou deixar bem claro: a condição do cidadão não requer nenhum tipo diferenciado de procedimento. Independente dele ser cidadão de rua, do MST, de não ser de nada, de ser estudante, a lei é clara e é para todos. Então, independente da irregularidade que venha a ser cometida contra um morador de rua ou um morador de um condomínio residencial fechado, a lei não faz a distinção. Vai ser o que está previsto na legislação. Não há nenhuma ordem ou não há nenhuma tipificação especial se o crime foi cometido contra morador de rua e quando não é morador de rua. Todos são cidadãos. E vão ser julgados de acordo com o fato que foi cometido, independente da pessoa ser mais humilde ou menos, ser de rua ou não ser de rua. Isso não interfere em nada. Não há uma legislação específica ou regramento específico porque ele é morador de rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais são as penas previstas no código militar?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;São mais de 120. Vão desde serviços prestados à comunidade até prisão, o cerceamento total da liberdade, que é a reclusão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Voltamos à questão da denúncia. O cidadão que mora na rua é desprovido de teto e de toda proteção. No caso do Jornal Boca de Rua, que há sete anos vêm denunciando alguns agentes de segurança que cometem violência contra moradores de rua: o fato da denúncia ser publicada no jornal, pode implicar em alguma retaliação ou aumento de repressão por parte de agentes de segurança lotados por exemplo, no 9º batalhão?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma alguma. A manifestação de qualquer jornal é livre dentro da lei. Se alguém sentir ferida a sua honra, a sua moral, vai recorrer, dentro da lei, para resolver o problema que foi criado. Ou vai pedir ressarcimento por danos morais, enfim, cada um vai procurar aquilo melhor para ele. Mas não é motivo para qualquer tipo de retaliação ou tratamento diferenciado em razão da opinião de um jornal. Se alguém se sentir melindrado, se alguém se sentir injustiçado nós temos o poder judiciário para buscar esta reavaliação, às vezes até o pedido de desculpa, aí conforme a determinação da lei de imprensa e do código penal, enfim. Mas uma opinião não é motivo para que seja feita alguma retaliação. Aliás, não só para o PM como qualquer pessoa de qualquer profissão em qualquer lugar do Brasil, pelo menos sob a égide da legislação brasileira. Todo mundo que se sinta humilhado, ultrajado, pressionado ou descontente com alguma opinião no jornal, ele tem a via da justiça para buscar aquela correção que ele entende ser necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que as pessoas que não são da corporação da Brigada Militar ou mesmo a imprensa não têm acesso aos processos envolvendo denunciados ou aos seus resultados?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A questão da denúncias: muitas envolvem – e não poderia ser diferente - o denunciante e o denunciado. Nós não podemos sob a égide da lei e sob pena de sermos responsabilizados por isso, expor as pessoas. Nem o denunciante, nem o denunciado. Se tornarmos pública uma denúncia que a princípio é anônima, nós estaríamos no caminho errado. O senhor veja bem: se uma pessoa vem aqui fazer uma denúncia anônima é porque ela teme alguma represália. Como ficaria a situação dela se eu tivesse que vir a público e dizer quais são as denúncias que nós recebemos e de quem, no período de X a Y. Nós estaríamos colocando a vida dessas pessoas, em alguns momentos, em risco. Por outra parte, uma denúncia que não sofreu uma apuração profunda para verificar se ela é verdadeira ou não - eu simplesmente dizendo que uma pessoa, no caso um servidor policial teria feito algo, sem garantia da ampla defesa e do contraditório de todos, inclusive do policial – eu estaria sendo leviano e inconseqüente. Além disso, existe um processo na justiça que corre sob segredo de justiça. Nós temos que respeitar. Aqui é resguardada a individualidade do cidadão, o princípio da cidadania, o princípio do particular. A honra, até mesmo da pessoa. Porque às vezes as pessoas sentam aqui e falam coisas que elas sofreram na própria carne. Não se sente sentem bem. Até mesmo com a gente se torna difícil elas falarem o que realmente aconteceu. É por isso que aqui os procedimentos são muito bem preservados no sentido de resguardar a integridade moral e até física dos denunciantes e dos denunciados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual a função da corregedoria dentro da Brigada Militar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Como eu havia falado no início: a função do órgão corregedor é assessorar o comando da corporação, exercer o poder de polícia judiciária militar, também orientar as frações da brigada sobre os procedimentos a serem adotados em determinadas circunstâncias. Um seguimento específico que é a ouvidoria, é ouvir o cidadão, principalmente aqueles que vem aqui se queixar. Mas te adianto que nem sempre nós recebemos queixas. Às vezes a gente recebe elogios. As pessoas vem aqui para uma orientação e não para reclamar, porque muitas vezes as pessoas procuram a corregedoria para acionar um problema que na realidade não tem a ver com a vida profissional do servidor. Uma separação consensual de casamento, por exemplo. Nós não temos competência para ingerir na vida do policial. Isso é particular dele. Ah! O policial tal bateu no meu carro. O que é que eu posso fazer? Isso tem que ser resolvido na esfera cível. Não na esfera penal militar. Aí a gente orienta: faça o registro na delegacia de trânsito e depois contrate um advogado para correr atrás para que o dano seja pago, o prejuízo seja ressarcido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tem chegado processos envolvendo violências da Brigada Militar com relação à população de rua?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Especificamente aqui na Corregedoria não temos muitos processos - são poucos – sobre queixas de população de rua. Tivemos agora um aumento significativo de prostitutas - profissionais do sexo- em razão de algumas abordagens que a Brigada Militar anda realizando em Porto Alegre. Todas as queixas são devidamente apuradas, as pessoas são ouvidas e o resultado é encaminhado aqui para a Corregedoria. Mas nós não temos um histórico sobre denúncias relativos a moradores de rua. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202388031736539099-3536727597284315146?l=bocaderuanainternet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/feeds/3536727597284315146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202388031736539099&amp;postID=3536727597284315146' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/3536727597284315146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/3536727597284315146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/2008/04/corregedoria-da-brigada-corregedoria.html' title='Corregedoria da Brigada: a Corregedoria ouve a denúncia, mas o próprio comando investiga'/><author><name>Rede Boca de Rua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01965738560574528696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202388031736539099.post-1752831608331256105</id><published>2008-04-23T10:22:00.000-07:00</published><updated>2008-04-23T10:29:40.197-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entrevistas'/><title type='text'>Brigada Militar e Secretaria de Segurança Pública: A ordem é tirar os pedintes dos sinais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Entrevista com Secretário de Estado Adjunto da Secretaria da Segurança Pública do RS, Dagoberto Albernaz Garcia e com o Sub-Comandante do 9º Batalhão da Brigada Militar, Major Alfeu Freitas Moreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que é a Operação Sinaleira?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Secretario – Não existe uma operação com esta denominação. Entretanto há uma orientação do Secretário desta secretaria no sentido de coibir os pedinte e coisas do gênero junto às sinaleiras. Porque as pessoas se sentem incomodadas, se sentem inseguras e têm feito reclamações nesse sentido para nós. Visando coibir este tipo de coisa, realmente a orientação dada a brigada militar é no sentido de que este tipo de coisa aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Major – Só pra complementar, também, Operação não existe, Existe uma atividade de rotina da Brigada com relação a tudo que possa perturbar a ordem pública. As pessoas que estão nos semáforo às vezes achacando, cometendo pequenos furtos nos veículos, estes serão alvos constantes da fiscalização e da ação da BM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A situação piorou depois do Carnaval. Por quê?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Major – Os principais locais onde tem morador de rua são este quadrilátero onde nós já tivemos algumas ações – Comendador Coruja, Comendador Manoel Pereira, Comendador Azevedo, Túnel da Conceição, Ipiranga com a Azenha e no centro, principalmente nos terminais de ônibus. As ações nestes locais são rotina. Veja que eu chamo de ações, não de operações. Em outros locais, a comunidade tem nos solicitado. A comunidade da Cristóvão Colombo, a Associação dos Moradores da Vila dos Papeleiros – apesar do nome do local ser Vila Santa Terezinha – o pessoal ali do Rotary Club do Shopping Moinhos de Vento e toda a Associação do Bairro Centro em uma reunião na Câmara dos Vereadores de Poa no final do ano passado. Todos eles tiveram como principal queixa a presença dos moradores de rua. E nós constatamos, nessas ações feitas até 31 de janeiro, que já tinham sido recolhidos entre os moradores de rua 26 procurados pela justiça. Nós observamos também nas estatísticas, com relação ao centro, uma redução significativa de furtos em pedestres depois que nós intensificamos estas ações. Então, reclamações a comunidade faz sempre. É difícil haver uma reunião com alguma associação comunitária em que eles não teçam algum comentário com relação ao moradores de rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os senhores acreditam que uma atitude agressiva do soldado pode sujar a imagem da Brigada enquanto corporação?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secretário – Com toda a certeza. Eu, inclusive, continuo não acreditando. Se existe algum caso de violência é um caso isolado e eu tenho certeza que o próprio comando da BM vai adotar as providências para que estes fatos não se repitam. Porque não é uma orientação oficial e tenho certeza de que não existe nenhuma orientação dos comandantes e dos comandos para que isso aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Major – Sem sombra de dúvidas são orientações que nem cabe aqui tecer comentários. Só que o que nós precisamos é que, além de comentar, trazer os fatos: dizer que dia, em que local, como foram as circunstâncias. Nós iremos apurar como apuramos uma outra série de denúncias que surgiram. A orientação dada ao policial é do atendimento cortês e da ação policial proporcional a qualquer outro tipo de reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que os moradores de rua não são abordados como qualquer outro ser humano? Por que não deixam a gente nem falar? Por que os policiais sempre são agressivos?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Major – Volto a insistir no mesmo tópico: a questão da agressão. O policial não deve e acredito na maioria não o são. E o tratamento dispensado a qualquer pessoa abordada é um tratamento normal. Não tem essa de dizer que um policial trata mal esse ou aquele grupo social, no caso os moradores de rua. A Brigada chega, se puder identificar no local identifica, senão nós estamos conduzindo para o nono batalhão. E até preocupados com o bem estar dos que são abordados na região central, providenciamos banheiros químico– tanto masculino quanto feminino– para que eles pudessem ter, neste período de identificação, uma comodidade maior enquanto ficam ali esperando a liberação. É a terceira ou quarta vez que falam agressão policial. Mas eu preciso ter maiores dados para partir para uma apuração mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O jornal está fazendo um levantamento de exemplos de agressão policial. Isso serviria para uma apuração?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para eu identificar alguém ou apurar uma agressão, eu tenho que ter a vítima agredida, o dia e o local do fato. Para poder apurar as circunstâncias, como se procedeu a ocorrência, se houve uma agressão. Esta pessoa precisa ser submetida, em princípio, a um exame de lesões corporais. Eu tenho que ter todas as circunstâncias. Posso ter vários casos e, de repente, não conseguir. Até porque vocês podem me dizer: mas o morador de rua não foi agredido, não foi a exame de lesões. Mas se eu tiver vários casos ligados ao PM fulano, então eu vou ter que chegar nele e tomar uma atitude. Agora tenho como apurar. Só preciso ter, no mínimo estes dados. Eu tenho que ter a parte queixosa. A parte da vítima também é fundamental nesse processo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Existe um tipo de punição contra o soldado que bate em morador de rua? E quem vai julgar ele?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Major – A punição dada a um PM que cometeu uma agressão, independente de quem seja, morador de rua ou não, existe com certeza. Primeiro nos códigos internos da BM – os regulamentos disciplinares – e também no código de processo penal militar. Para isso existe toda uma estrutura do judiciário militar: para apurar todos estes casos de crimes contra pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secretário – Eu gostaria apenas de um esclarecimento. Vejam bem: quando em ação, um policial tem até por dever, por cautela, agir com certo rigor. Ele está executando a atividade dele e, se ele vai fazer uma abordagem, ele não vai fazer com carinhos. Ele tem que agir com um certo rigor, uma certa cautela para preservação da própria segurança dele. Eu não acredito que os policiais estejam agredindo alguém gratuitamente, Seria algo até doentio porque não há necessidade disso. Eles podem agir com firmeza. E se houver evidentemente recalcitrância, alguma coisa neste sentido, aí se tiver que usar da violência, eles vão usar da violência necessária para simplesmente fazer o que tiver o que ser feito. Só isso. Eu não vejo necessidade de um policial, quando fizer abordagem de qualquer pessoa, agir com violência. A não ser naqueles casos em que realmente ela seja necessária. Mas acredito que, se vocês estão sendo pacíficos quando abordados, por que os policiais reagiriam de maneira diferente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu convivo em três sinaleiras de Poa: Ramiro, próximo da cidade Baixa – na frente da Casa de Convivência e a outra é no Shopping Praia de Belas. Tem uns senhores da 9ª BPM lá que me botam toda hora a correr. Me ameaçam com cacetete... querem dar paulada. Um diz que é tenente. Um dos números da viatura é 5155 e a outra é uma NICO e tem uma Blaser que também me corre. Em frente a sinaleira ali na frente da Lima, me correu também. São boina preta. Por que isso? Qual o motivo desta história? .    &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Major – Você estava como pedinte na sinaleira? Fazendo o que na sinaleira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu estava vendendo jornal Boca de Rua.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Secretário – Vendendo jornal? Se estavas vendendo jornal, tudo bem, mas se estavas pedindo na sinaleira eu quero dizer que a orientação da Secretaria é de que sejam tirados do local&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Major – Uma das coisas que a gente observou é que alguns moradores de rua, na verdade não são de rua. Eles estão na rua. Mas têm casa, tem filho, tem pai, tem mãe. Alguns brigam com os parentes e saem... vão para a rua e começam a conviver um pouco na rua. Mas a gente pode dizer que nas entrevistas que fazemos – porque não é só retirar o cara da rua, tirar ele dali e mandar ele correr porque, se for assim,  vai ficar neste gato e rato todo o tempo – a gente tem visto estes aspectos: que as pessoas tem onde morar mas estão na rua. E há notícias, há prisões efetuadas em que as pessoas eram moradores de rua, ali na Farrapos entre a Garibaldi e a Comendador Manoel Pereira. As pessoas que descem do Shopping Total são abordadas, são furtadas pelos moradores de rua que ali ficam, ou nas esquinas ou dentro do terminal de ônibus da Farrapos. Então o próprio Shopping Total, o pessoal da segurança e os funcionários, reclamaram. Nós fomos de manhã numa reunião porque eles não aguentavam mais a ação de ditos moradores de rua. O senhor diz que vende jornal, mas há outras pessoas que vão para a sinaleiras para achacar e exigir. O senhor sabe disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secretário – Extorsão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Major – Extorsão. Ou ameaçar uma senhora e homens dentro do carro. As pessoas extorquem. Quando não expõem crianças e adolescentes à mendicância. Então a ação da polícia, a ação da Brigada, tem sido sobre este enfoque. Não há ordem e nunca haverá uma ordem absurda de agir com violência. O rigor dito pelo senhor secretário, isso existe. Até porque tu tens que chegar com um certo rigor. E a ação será igual a reação que esta pessoa tiver. No mínimo proporcional. Para detê-la. Não é permitido em qualquer hipótese - seja um morador de rua, seja quem for- agressões. Por isso é que eu como sub-comandante do 9º  batalhão, preciso que me relatem agressões, lesões. Isso eu preciso apurar porque tenho que corrigir isso aí. Porque as ações vão permanecer, vão continuar. E nesta continuidade eu, Brigada Militar, quero que as ações sejam completas de êxito e o êxito entende-se, inclusive, não haver agressões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secretário – Eu gostaria que vocês entendessem uma coisa. As pessoas que estão no interior dos seus veículos sentem medo. Muitas denunciam que estão sendo extorquidas. Há exigência de que se pague alguma coisa, caso contrário vão fazer alguma coisa contra elas ou contra o veículo. Este tipo de coisa nós não vamos aceitar. Quero deixar claro pra vocês. Não há nada contra nenhum de vocês. Ao contrário, se for possível vamos ajudá-los. Mas estes fatos que ocorrem normalmente nas sinaleiras, e que há, inclusive, reportagem jornalística sobre isso – de pessoas que reclamam que estão sendo extorquidas, que aquilo não tem fim, que aquilo é toda hora, que passam quatro cinco vezes naquele local e a coisa se repete - isso tem que acabar. Isso vai acabar. Quem tiver trabalhando, exercendo sua atividade profissional, é outra coisa.  Se vocês precisam de ajuda vamos buscar outros meios para ajudá-los mas não esta forma. Desta forma, quem está no interior do veículo sente medo, se sente ameaçado. Eu mesmo, se estiver sozinho dentro do carro e vierem dois caras me pedir, eu não sei se vai ser um assalto. E se for um assalto? Alguém pode até, de repente, reagir violentamente. Então a gente precisa ter muita cautela com isso. Eu quero que vocês entendam isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O serviço de Redução de Danos da Secretaria de Saúde ensina o usuário de crack a fazer um cachimbo que não causa tantos problemas à saúde. Os brigadianos destroem estes cachimbos. Por quê? A Brigada não trabalha em parceria com este serviço?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Secretário – Este é um problema muito sério. Em problema de saúde crônico, que vem se alastrando, é lamentável porque o usuário de crack está se autodestruindo, vocês sabem muito bem disso. Não sei se têm a exata compreensão disso, até creio que não, porque os danos causados à saúde, principalmente às células do cérebro, são danos irreversíveis. Eu desconhecia esta política pública da secretaria da saúde. Creio que isso precisa ser objeto de alguns estudos. Não sei se é a alternativa. Nós vemos até que a sociedade, a legislação, os poderes constituídos vêm sendo condescendentes demais com o uso das drogas. Não sei até onde nós vamos chegar. O que está se vendo por aí é muito preocupante. É uma situação alarmante porque as pessoas estão se destruindo. Então nós precisamos pensar realmente em políticas sérias de repressão ao tráfico e de se impedir que estas pessoas façam uso das drogas. Agora, fazer usos alternativos... é preciso pensar bem nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Major – Posso responder pela Brigada, também... a Brigada vai agir como polícia. Tanto como traficante quanto com o consumidor. Também desconheço esta campanha ou esta política da secretaria municipal da saúde. Mas posso lhes afirmar que a Brigada vai agir com a pessoa abordada, se ela está reconhecida como consumidor, vai agir como se consumidor fosse. Não posso eu agora, porque ele é consumidor, deixar. Porque ele está alimentando o tráfico, o tráfico está alimentando o roubo, assim  como outros crimes que acometem todo dia. Então essa é uma ação: a Brigada Militar constatar alguém com tráfico, com cocaína, crack, seja o que for, pela sua quantidade. De acordo com as regras vai tratar como traficante ou como consumidor e vai tomar as medidas policiais necessárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Essa denúncia que está sendo feita no Boca de Rua pode causar repressão para quem mora na rua? Quem mora na rua tem medo de denunciar por medo de retaliação por agentes da própria Brigada.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Major- Eu não entendi bem a tua pergunta, mas toda a reclamação, todo o problema que houver com relação à ação da Brigada, ela não só pode como deve ser noticiada. Existe Corregedoria da Brigada, existem órgãos públicos onde ela pode ser denunciada. E vai ser apurado o devido procedimento. A questão da retaliação, se ela ocorrer, também é um motivo de denúncia. A partir deste momento, nós vamos também monitorar ou vamos ter condições de melhor monitorar um ou outro indivíduo nosso que talvez possa ter um desvio na sua conduta ou não obedecer as ordens, o regramento legal da nossa instituição e o penal como um todo. É importante denunciar. Só vamos acabar com um ou outro problema, se ele existir, denunciando e com a devida apuração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secretário- Vocês são pessoas pobres, desprotegidas. Realmente eu entendo o temor de vocês em fazer este tipo de denúncia. Mas nós temos um sistema. O nosso Estado tem um sistema muito bom e que funciona. Então vocês não devem temer a denúncia porque eu tenho a plena convicção de que a Brigada sempre age com rigor quando se trata de desvios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vocês tem este sistema de proteção de testemunhas?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Secretário – Não, não. Eu falo no sistema como um todo. Movimento de Direitos Humanos, uma série de entidades que protegem. O sistema policial...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu queria perguntar o seguinte: é tarefa da Brigada, realmente, fazer este trabalho de remoção de moradores de rua? E como é fazer este trabalho sem a Fasc, que deveria estar ajudando vocês?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Major – Tudo que interfere na ordem pública é tarefa da Brigada. Ponto. Tudo. Tu descer de um ônibus para ir para o teu trabalho e chegar e ter um morador de rua no terminal no centro, por exemplo, é um problema de ordem pública. Tu saber que aquele morador de rua vai te achacar, vai te roubar ou vai te furtar, isso é um problema de ordem pública. E a Brigada vai agir. E como já disse aqui, e está gravado: as principais reclamações são sobre os furtos em pedestres e os furtos em veículos feitos por moradores de rua. Tanto que no centro de Porto Alegre, depois das ações em conjunto com moradores de rua, em conjunto com flanelinhas, em conjunto com DC e DVD piratas, com todo este pessoal que também está na ilegalidade – com pirataria, tênis ilegais e etc – os números de furtos em pedestres no centro reduziu drasticamente. Isso na Operação Natal.   Em dezembro e início de janeiro. Então é missão da Brigada agir em tudo aquilo que possa causar prejuízo na ordem pública. E a Brigada vai continuar agindo.  Sobre o crime, na prevenção do crime, vai continuar se desdobrando nas suas “n” tarefas, a fim de manter a ordem pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secretário – O major colocou muito bem. Existem políticas públicas de revitalização da área central e, evidentemente, há interesses econômicos dos comerciantes, da sociedade de maneira geral – aquela devidamente organizada – no sentido de ter estas áreas desimpedidas, livres para seu comércio, enfim, são interesses evidentemente maiores neste contexto que vocês precisam e, tenho certeza, compreendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Major – Só para complementar esta questão das políticas de segurança. Vocês conhecem a praça Otávio Rocha. Na praça Otávio Rocha nós detectamos que os moradores de rua ocupavam aquele espaço. Praça é para as pessoas. Praça da Alfândega, Otávio Rocha, são as principais do centro. Praça é para o povo, para criança, pra pessoa sentar na praça, no banco. Pra aproveitar. Mas nós – como cidadãos, como policiais, transitando - vimos a praça tomada por moradores de rua. Na Ernesto Alves tem um morador ali que chegava e dava comida para os moradores de rua. Então os moradores em determinado horário iam lá. Uma hora antes já estavam ali e já começavam a fazer as necessidades fisiológicas, uma ou outra briga. O que ele fez? Parou de dar comida. O que os moradores de rua fizeram? Apedrejavam a casa dele. O que ele fez? Chamou a Brigada – numa reunião que teve no Shopping Moinhos de Vento. Então, são essas coisas que fazem parte da manutenção da ordem pública. O senhor vai me dizer que tem muitos moradores de rua que são miseráveis mesmo, que não têm onde morar. Que precisam mendigar para sobreviver porque não têm condições. Mas a grande parcela deles, a maior reclamações – e o senhor pode ver as atas de todos estes locais que eu lhe informei aqui – é com relação aos pequenos furtos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202388031736539099-1752831608331256105?l=bocaderuanainternet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/feeds/1752831608331256105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202388031736539099&amp;postID=1752831608331256105' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/1752831608331256105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/1752831608331256105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/2008/04/brigada-militar-e-secretaria-de.html' title='Brigada Militar e Secretaria de Segurança Pública: A ordem é tirar os pedintes dos sinais'/><author><name>Rede Boca de Rua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01965738560574528696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202388031736539099.post-6043784829584672843</id><published>2008-04-22T16:30:00.000-07:00</published><updated>2008-04-24T14:23:22.569-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><title type='text'>Violência: uma verdade, duas versões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os moradores de rua vem sendo agredidos, achincalhados, humilhados. Os maiores abusos de autoridade são cometidos pelos brigadianos e a situação piorou nos últimos meses mas pessoas não denunciam por medo de retaliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Comando da Brigada e os responsáveis pela Secretaria de Segurança, por sua vez, dizem que não existe ordem para bater mas que, por solicitação da comunidade, muitas vezes são chamados para retirar pedintes e pessoas que ameaçam quem passa na rua ou nos carros, especialmente nas sinaleiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, com quem está a razão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Moradores de rua: Somos julgados e sentenciados no ato&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Uma tarde, na rua José do Patrocínio um grupo de amigos que trabalha no sinal. Parou uma viatura da 60e especializada e pediu para todo mundo sair. A maioria tava fazendo lanche e só um vendia no sinal. Alguns saíram e o que estava vendendo jornal foi abordado. O tenente desceu e disse: Sai agora! Ele respondeu: Tô trabalhando e o brigadiano: Sai já!. Pegou a bolsa dele (onde carrega os jornais) e disse para mim, que estava perto estava esperando: “Leva junto!”. A gente largou. Mais adiante o carro ainda parado na sinaleira. Aí desceu o brigadiano e pegou ele por trás, deu um pescoção. Ele disse: Não quero mais te ver hoje. Pega a bolsa e some. Só que o brigadiano apertou com tanta força que ele ficou mal da respiração. Na hora a gente até esqueceu de anotar as viaturas." (M)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Gostaria de relatar à sociedade os abusos de autoridade que não só eu mas todos os moradores de rua vêm sofrendo. Somos dependente de droga e isso é uma doença. Mas somos julgados e sentenciados no ato. A sentença é espancamento com coturnadas e cacetadas, sem falar na desmoralização em público. Pode se dizer tortura. O motivo de não fazermos denúncia de policiais à polícia é simples: MEDO." (R.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Rua Farrapos, esquina com Comendador Coruja, 2:30 da madrugada, sexta-feira, 29 de fevereiro. Estou passando e sou abordado. Policial : Você aí! Mão na parede! Foi apenas o que eu ouvi. Depois disso começaram me bater com borracha. Eram três policiais e não deram nenhuma explicação. Não fui revistado. Apenas me mandaram correr e disseram que não queriam mais me ver na frente deles. Lei e ordem?" (R.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na Salvador França, 9:30 da noite. Eu estava com meu jornal. Fui abordado por dois cavaleiros da Brigada Militar. Não me perguntaram o meu nome, nem o que estava fazendo. Falaram que não queriam ninguém no sinal. Me agrediram e mandaram eu me calar." (R.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na Goethe, em frente a um órgão público. Estava dormindo quando fui acordado infelizmente por carrascos, fardados e financiados pelo Estado (Guarda Municipal), a chutes. Vasa ! Vasa ! eles gritaram." (R.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na Ramiro Barcellos tinha um morador de rua que estava xingando aos gritos. Aí o pessoal chamou a Brigada. Quando eles chegaram e botaram todo mundo a correr com cacetete de borracha. Pra mim eles diziam:"Se manda negrão. Se não correr vai tomar cacetada , vamo dá em ti. O número da viatura era 5155 do 9º BPM. A identificação fica difícil de ver pois eles escondem" (L.C.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ontem na Lima e Silva eu vi uma abordagem, às 9 horas da noite. Eles botavam os caras tudo na parede. Assim mesmo, após a abordagem eles deram paulada no pessoal e disseram:Temos ordem até para matar. Só não tomei paulada porque estava com documento." (A. C.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Segunda ou terça-feira, por volta das 13:30 da tarde eu, um amigo e mais alguns moradores de rua estávamos fazendo almoço na frente da Casa de Convivência, no cruzamento da Érico Veríssimo com a João Alfredo quando chegou um micro com cerca de cinco brigadianos não identificados (sem identificação do batalhão). Eles pegaram o pessoal e botaram todo mundo dentro do micro, um deles ameaçando a dar paulada. Um morador de rua, por ter demorado a entrar no micro recebeu um monte de cassetada dos brigadianos. Aí, dentro do micro, nós nos revoltamos e dissemos que eles eram um bando de arriados e eles nos levaram para o 9º Batalhão. Lá, eles identificaram nossos nomes e os antecedentes policiais largando um a um nas imediações do Shopping Praia de Belas." (L. C.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu tava vindo para o Albergue Municipal (rua Comendador Azevedo) e vi que os moradores de rua estavam sentados na rua ali perto do 9º Batalhão. Os brigadianos já pararam os caras dando cassetadas sem motivo aparente, sem justificativa." (A. usuário do AlbergueMunicipal, vindo do trabalho na CEASA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Brigada fala em ação efetiva. Que ação efetiva é essa se tu tá andando na rua, não tem nada a ver com o bagulho e chegam 20 caras te encostam na parede, te revistam como se tu fosse um marginal, passam a mão na tua bunda e ainda te enchem de cassetadas?" (A. usuário do AlbergueMunicipal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fui obrigado a me retirar da Praça do Julinho, onde se encontrava sozinho aparentemente por questões estéticas, porque eu não estava fazendo nada. Fui chamado de vagabundo, e ameaçado por um brigadiano que ameaçou: Eu poderia enxertar alguma coisa em ti." (J.H., usuário do Albergue Municipal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu estava na frente do Shopping Total vendendo santinhos e recebi coronhadas de dois brigadianos que disseram que eu não podia me estabelecer na sinaleira para este tipo de comércio ilícito, atividade de vagabundos, achacadores e desocupados. Sempre vendi santinhos nas sinaleiras e a Brigada jamais me incomodou antes." (J. P.R.,usuário do Abrigo Marlene).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O morador de rua não tem o direito de se defender. Fui chutado por um brigadiano no bairro Menino Deus, quando buscava macaquinhos (sacos com comida boa que a população pendura nas árvores ou grades para que os moradores de rua recolhame se alimentem) para comer. Ao me agredir, o brigadiano afirmava que tinha recebido uma denúncia anônima alertando que havia um tarado nas imediações perseguindo mulheres e crianças. Isso é um absurdo, nós estamos sendo utilizados como pretexto de tudo de ruim que acontece em PortoAlegre." (S. usuário da Casa deConvivência 1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os acampamentos em frente ao albergue foram desmontados mas a violência continua. Dia e noite funciona ali droga e prostituição. E não é só o morador de rua quem faz." (L.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu tava chegando na Sopa do Pobre e um brigadiano tava dando de cacetete num conhecido meu. Eu cheguei no meio da briga e reclamei: Ô meu , para de dar no cara aí. O Brigadiano foi pra cima de mim e deu cinco ou seis pauladas. Bateu tanto que deixou o cacetete cair no chão. Deu uma vontade de dar um chute na boca dele. Só não fiz isto porque eu sou morador de rua e ele tava de farda aí haveria uma encarnação maior pra mim. Eles poderia até vir me matar na rua Tá havendo perseguição e pressão psicológica em mim e no amigo que estava apanhando." (P.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eles só sabem gritar: o senhor está causando um problema social, não pode urinar, defecar, colocar móveis, tornar esta praça sua casa. E batem em nós como a gente fosse lixo." (T. , usuário do Albergue Municipal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Palavra de assistente social&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Chegaramtrês rapazes moradores de rua , sangrando, totalmente machucados no atendimento sendo que dois fizeram boletim médico e um não quis fazer nada. Nenhum deles fizeram boletim de atendimento (prestar queixa na polícia) por temer repressão e retaliação policial. O serviço social fez o cadastro com vistas a realizarem o encaminhamento do registro de ocorrência e acionar a CEDECONDH. Os usuários estavam acessando o Albergue Noturno Monsenhor Felipe Dhiel e são usuários da Casa de Convivência 2 (Ilê Mulher)" L. (assistente social da Casa de Convivência 2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Palavra de ouvidor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;"A Brigada Militar continuará desmontando acampamentos, os moradores de rua o montarão em outras áreas, limpando viadutos e recolhendo pertences. Passados 7, 14 dias, eles voltarão a ocupá-los. Continuará fichando, prendendo flanelinhas com antecedentes policiais, eles serão postos em liberdade, uma vez que os presídios estão lotados. Não é só uma questão de repressão pela repressão, é uma questão social, agravada pela substituição de drogas antigas pelo crack desvinculando esses cidadãos que tinham domicílio e são integrantes de famílias com histórico de envolvimento com o tráfico. Isso requer um trabalho integrado com outras secretarias, com outras políticas, capitaneada pela política de segurança pública." &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Cláudio Danckwardt, representante da Ouvidoria Geral do Estado&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_____________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Participaram da matéria: Reinaldo, Leonara, Luiz Carlos, Cristiane, Antônio Carlos e Fabiano. Participação especial de Gilmar, Rogers, Michele, Paulo e Rafael Santos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202388031736539099-6043784829584672843?l=bocaderuanainternet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/feeds/6043784829584672843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202388031736539099&amp;postID=6043784829584672843' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/6043784829584672843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/6043784829584672843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/2008/04/violncia-uma-verdade-duas-verses.html' title='Violência: uma verdade, duas versões'/><author><name>Rede Boca de Rua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01965738560574528696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202388031736539099.post-1304037524646883206</id><published>2008-04-22T16:23:00.000-07:00</published><updated>2008-04-24T14:23:09.605-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entrevistas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relatos'/><title type='text'>Carnaval 2008: O medo faz parte do Carnaval</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Porto Alegre, 2 de fevereiro de 2008. Odoiá, Iemanjá! Sol, verão, vento nordestão, procissão de Navegantes, Carnaval no Porto Seco e a grande pedida é o desfile das escolas de samba do grupo especial. A equipe de reportagem do Jornal Boca de Rua deuuma banda no sambódromo questionando a galera sobre violência e a segurança no Carnaval. Olha o que rolou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se a campeã Império da Zona Norte - fundada por um grupo de sambistas do Sarandi e exemplo de organização dentro do samba - conta com invejável infra - estrutura de segurança interna (particular) em seu barracão, o mesmo não se pode dizer das imediações do Porto Seco. Embora com a chegada do Carnaval, o policiamento fique mais ostensivo no entorno das vilas Amazonas, Santa Rosa e do bairro Gléber, existem durante o resto do ano os disputados rachas na Avenida Plínio Kroeff e, do sambódromo para fora, é cada um por si. "Ficar caminhando na volta não pode, o risco é muito grande depois das 10 da noite. É perigoso, tem assalto e até arrrastão nas paradas de ônibus", afirma Jane Silva, colaboradora da Academia de Samba Praiana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Temerosos com a violência no entorno e cientes do patrimônio a ser preservado, presidentes das 12 escolas de samba que possuem barracões no Porto Seco encontraram uma solução para o problema no recrutamento de caseiros. Vivendo durante todo o ano nos barracões, os caseiros são pessoas ligadas às comunidades das escolas que cuidam de seu patrimônio (ferramentas, fantasias, carros alegóricos que são reciclados, etc) durante o ano, auxiliando na produção do Carnaval que, em grande parte, é resultado de reaproveitamento, de reciclagem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para Jorge Luiz, integrante da Associação de Entidades Carnavalescas, o problema é um descampado localizado na vizinhança do sambódromo: "mataram uma guria no ano passado e recém deixaram um carro incendiado", afirma. O sambódromo seria construído no bairro Humaitá, próximo à Farrapos, mas, pressionada pelo preconceito das associações de moradores, que temiam o barulho e o aumento da criminalidade naquela região, a Prefeitura mudou seus planos e o Complexo Cultural do Porto Seco acabou sendo construído na zona norte. Como resultado, houve a diminuição da participação de público no Carnaval: enquanto 15.000 pessoas acompanharam a reedição dos antigos Carnavais na Borges de Medeiros apenas 10.000 se arriscaram a acompanhar as escolas no Porto Seco no segundo dia de desfiles.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Para a prefeitura, a criminalidade é zero &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Como contraponto ao material recolhido em entrevistas com foliões e carnavalescos, a Coordenação de Manifestações Populares da Secretaria Municipal da Cultura(SMC) respondeu a sete questionamentos dos integrantes do jornal Boca de Rua. As respostas são de Maria Antônia Marques Brasil, Coordenadora Adjunta das Manifestações Populares da Secretaria Municipal da Cultura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como surgiu o Complexo Cultural do Porto Seco?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Após uma luta de várias anos por um local que abrigasse os desfiles de Carnaval , a comunidade do Porto Seco foi a única das onze consultadas que aceitou a cultura Carnaval, vislumbrando com isso o crescimento da região.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quantos barrracões existem atualmente no Porto Seco?Como é realizada a segurança de quem trabalha durante o ano preparando o carnaval? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Doze barracões. A Prefeitura Municipal de Porto Alegre, através da Secretaria Municipal da Cultura, mantém um sistema de segurança 24 horas, trezentos e sessenta e cinco dias por ano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Por que o Porto Seco não foi construído no bairro Humaitá? É verdade que houve pressão da comunidade temendo o barulho e o aumento da criminalidade na região?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O Complexo Cultural não foi construído no Bairro Humaitá porque a comunidade está entre as doze consultadas anteriormente e que decidiram não permitir a construção em seu território. É bastante difícil afirmarmos sobre este ponto, pois, consideramos que o nosso Carnaval comprovadamente nos últimos anos tem nível zero de criminalidade. É melhor julgarmos que esta região não tenha identificação com esta cultura, pois a falta de conhecimento gera medo e desconfiança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As Vilas Amazonas, Santa Rosa, Bairro Gléber, etc, se somarão às Vilas Dique e Elizabete no entorno da região onde se localiza o Porto Seco. Quais providências serão tomadas pela prefeitura para reforçar a segurança no entorno para garantir o deslocamento de quem trabalha nos barracões? Refiro-me a medidas para coibir a violência durante todo o ano e não somente durante o Carnaval. Para garantir que quem vá tomar o ônibus às 22 horas da noite não seja assaltado ou vítima de arrastão&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Normalmente, os trabalhos à noite nos barracões acontecem por ocasião do Carnaval Então existe segurança contratada para manter a ordem. Acredito que, por haver a mudança destas vilas para este local, já exista por parte das autoridades competentes um projeto de segurança.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Para quem assiste aos desfiles na chuva não há proteção e se deslocar até o banheiro ou para comprar algo é um problema.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não é possível colocarmos cobertura nas arquibancadas embora tenhamos pensado em fazê-lo, pois prejudicaria a sonorização. Quanto aos pontos de vendas, temos que obedecer às normas. Este ano os ambulantes autorizados tentaram suprir. Estamos projetando melhorias nesta área. Sempre existe a alternativa da Praça de Alimentação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Não existem adaptações para cadeirantes ou portadores de necessidades especiais. Como pretende resolver tais dificuldades até a edição 2009 do Carnaval?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não podemos esquecer que o projeto de camarotes e arquibancadas utilizados no Carnaval de Porto Alegre é provisório, montado e desmontado anualmente, com um custo elevado para o governo. Não temos condições financeiras de proporcionar à população muito além do que estamos oferecendo. Dentro do projeto definitivo existirão rampas de acesso, elevadores, banheiros. Procuramos, junto com a Secretaria da Acessibilidade, darmos um melhor atendimento aos portadores de necessidades especiais. Tanto é verdade que existe um camarote adequado para eles.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como será resolvido o problema da falta de público no Porto Seco, nos dias de desfile?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Será que existem problemas ou falta de público? Segundo a Brigada Militar passaram mais de 233 mil pessoas no complexo durante o período de Carnaval. Porém o fato de grandes escolas estarem desfilando em dias alternados e a chuva podem ter diminuído o público nas arquibancadas, que, optou em ir no dia de sua escola preferida. O fato do público de arquibancada poder entrar e sair do local, faz com que em determinados momentos se tenha um público reduzido. No entanto nos camarotes não tínhamos quase espaço para andarmos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202388031736539099-1304037524646883206?l=bocaderuanainternet.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/feeds/1304037524646883206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202388031736539099&amp;postID=1304037524646883206' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/1304037524646883206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202388031736539099/posts/default/1304037524646883206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bocaderuanainternet.blogspot.com/2008/04/carnaval-2008-o-medo-faz-parte-do.html' title='Carnaval 2008: O medo faz parte do Carnaval'/><author><name>Rede Boca de Rua</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01965738560574528696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
